"Vou à igreja porquê?!"
Não foi por engano que partilhei duas vezes este texto, quero que quem lê interiorize que a igreja é um local de paz, reconciliação e amor. Vai-se por Deus, para o procurar e deixar que ele trabalhe em nós.
Vou participar na eucaristia porque procuro paz e silêncio, procuro a presença de Deus. Não vou por causa de nenhum irmão na fé, nem pelo padre que celebra a missa. Não espero encontrar fulana ou Beltrano, espero encontrar Deus Pai, na sua infinita misericórdia, para quem suplico que me ajude a perdoar, na totalidade, aqueles que insistem em difamar, atacar e ferir a mim e aos meus. Peço-lhe humildemente que me dê a força para continuar a aceitar o destino que me foi dado, sem revolta, sem ressentimento. Que eu saiba carregar as minhas cruzes com fé e serenidade.
Peço ainda que os meus filhos sejam felizes, que encontrem o seu caminho com sabedoria e que o meu marido tenha saúde para continuar a acompanhar-nos, como sempre o fez, com dedicação e amor. Peço pelos meus amigos e também pelos meus inimigos, para que se encontrem em paz, e, se possível, que o Senhor lhes toque no coração, pois só a Sua graça pode iluminar o espírito de quem vive nas sombras da maldade.
Não vou à igreja para me preocupar com isto ou aquilo, sei bem o que vou fazer lá. Como já expliquei, vou em busca de Deus, da Sua presença e do Seu consolo. Mas vou explicar mais uma vez: eu sei que a senhora em questão não vai nem nunca irá à igreja católica. E sinceramente, vou tranquila e feliz por saber que ela não estará lá. A minha ida à casa de Deus não está condicionada pela presença ou ausência de ninguém, não ando a procurar por ela. Não falo com ela, não a procuro, e não lhe desejo mal algum. Acredito que cada pessoa tem a sua jornada espiritual, e isso inclui aprender com os próprios erros.
A verdade é que não sei qual o problema da senhora comigo para ter agido da forma que agiu, para me fazer o que tem feito, mas isso não está nas minhas mãos. O que me preocupa, e o que me parece mais grave, é o facto de ela estar a envolver outras pessoas nas suas intrigas, a puxar para o meio desta situação conflituosa profissionais que se têm demonstrado exemplares no seu trabalho, pessoas que merecem respeito pelo seu profissionalismo. Não é justo, nem correto, usar a sua influência ou as suas palavras para questionar a minha dignidade ou a dessas profissionais, que têm acolhido a todos com tanto brio e dedicação.
Ao fazer isso, essa senhora não está apenas a atacar-me a mim, mas está a comprometer a integridade de pessoas que não merecem ser arrastadas para uma querela que nunca devia ter existido. É importante lembrar que a igreja é um lugar de fé, de reconciliação, de amor ao próximo, não um palco para vaidades, intrigas ou ressentimentos.
Eu rezo para que ela encontre a sua paz e que Deus a ilumine, porque o perdão é um caminho difícil, mas necessário. Eu seguirei em frente, com a certeza de que o que está certo prevalecerá, e que as boas intenções e a verdade sempre encontram o seu caminho.
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