"Poema da Resistência, do Tempo e do Amor"
Às vezes, para suportar a vida, visto uma armadura invisível. De fora, pareço ferro, aço, um corpo frio de matéria imutável. Mas dentro de mim, não há ferro, não há aço: há uma mulher resistente, que já chorou lágrimas de fogo, que já sangrou de emoções, que já se partiu em fragmentos e soube transformar os estilhaços em luz. Atrás da couraça, existe uma flor que ama e quer ser amada, que abraça e deseja ser abraçada, que cuida e clama por cuidado, que protege e implora proteção. Não sou frágil. Não sou forte. Sou resistente. Resistente como raiz que atravessa pedra, como rio que fende a montanha, como chama que insiste no vento. E pergunto: qual foi o dia mais feliz da minha vida? Em que momento fui inteira, viva, presente? Se pudesse voltar atrás, saberia escolher? Ou deixei passar despercebido o instante que me tocou para sempre? A vida é apressada, corre sem pedir licença. E nós, tolos viajantes, esperamos sempre pelo amanhã, quando o ontem j...