"Não desisto"
A Arte de Ver o Melhor Há em mim uma teimosia doce — uma fidelidade à luz — que me faz procurar sempre o que há de mais bonito nas pessoas. É um instinto, talvez uma esperança que não desiste. Mesmo quando o mundo se torna áspero e os rostos se vestem de indiferença, os meus olhos procuram o que brilha por dentro — o gesto pequeno, o detalhe generoso, a palavra sensata que nasce do coração e não do cálculo. Nunca aprendi a julgar. Não porque ignore o erro, mas porque sei que cada um carrega as suas batalhas invisíveis. E quem sou eu para medir o que não vivi? Há demasiados juízes no mundo. Prefiro compreender. Prefiro olhar e ver o que resta de humano mesmo no que falha. Não estou aqui para mudar ninguém — estou aqui para ver, para sentir, para aprender com o que o outro é. Sigo critérios, é certo. A bondade não me torna ingénua. Há pessoas com quem já não falo, não por rancor, mas porque o veneno delas me cansou a alma. O silêncio é o meu modo de proteção — a minha fronteira inv...