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"Não desisto"

  A Arte de Ver o Melhor Há em mim uma teimosia doce — uma fidelidade à luz — que me faz procurar sempre o que há de mais bonito nas pessoas. É um instinto, talvez uma esperança que não desiste. Mesmo quando o mundo se torna áspero e os rostos se vestem de indiferença, os meus olhos procuram o que brilha por dentro — o gesto pequeno, o detalhe generoso, a palavra sensata que nasce do coração e não do cálculo. Nunca aprendi a julgar. Não porque ignore o erro, mas porque sei que cada um carrega as suas batalhas invisíveis. E quem sou eu para medir o que não vivi? Há demasiados juízes no mundo. Prefiro compreender. Prefiro olhar e ver o que resta de humano mesmo no que falha. Não estou aqui para mudar ninguém — estou aqui para ver, para sentir, para aprender com o que o outro é. Sigo critérios, é certo. A bondade não me torna ingénua. Há pessoas com quem já não falo, não por rancor, mas porque o veneno delas me cansou a alma. O silêncio é o meu modo de proteção — a minha fronteira inv...

"Poder do Perdão."

  Não é esquecer. É escolher ser livre. Há muito tempo que compreendi — ou talvez deva confessar que apenas comecei a compreender — que o perdão não é um gesto súbito e milagroso que resolve a dor e a converte em esquecimento. Não, o perdão não é um apagador divino que risca da memória o traço de quem me feriu. É antes um caminho, um exercício de consciência, uma respiração contínua que me devolve a mim mesma. Descobri que perdoar é escolher não ser eternamente definida pela ferida, não permitir que a cicatriz dite a arquitectura secreta da minha alma. Não controlo o que o outro fez, nem nunca o poderei refazer. A história aconteceu, gravou-se, impregnou-se de uma tal forma que mesmo a minha biologia carrega os ecos da ofensa — porque a dor tem corpo e a memória tem cheiro. Mas se nada posso quanto ao passado, tudo me cabe quanto ao modo como o transporto em mim. O perdão, nesse sentido, não é caridade oferecida ao outro; é a minha libertação. É a recusa firme de respirar eternamen...