"Reflexão"
O triste espectáculo de um homem frustrado, desprovido de qualquer resquício de integridade ou inteligência. Ele é o exemplo vivo de que, por vezes, a evolução decide fazer uma pausa, sentar-se e rir daquilo que criou. Cada palavra que sai da sua boca é uma afronta ao intelecto, um lembrete doloroso de que o silêncio, afinal, é uma virtude que ele nunca irá compreender. Vive convencido de que o mundo está organizado contra ele, como se o destino conspirasse para sabotar o seu brilhantismo. Mas a realidade é bem mais simples e crua: o seu maior obstáculo é, sem dúvida, o reflexo que o olha no espelho.
A sua falta de integridade é uma peça trágica, porém previsível. O que torna a coisa ainda mais cómica é que a sua desonestidade não vem sozinha; é acompanhada por uma incompetência que roça o absurdo. Não apenas mente, mas fá-lo com uma inaptidão tão monumental que é uma verdadeira ofensa à arte de enganar. Ele conseguiria falhar em ser desonesto, se isso fosse possível. Imaginar que poderia enganar até uma pedra é um exagero do mais puro optimismo.
E a inteligência, perguntam? Ah, essa está ao nível da sua integridade: inexistente. É difícil assistir aos seus esforços ridículos para parecer perspicaz. Cada vez que tenta montar um argumento, acaba por criar uma confusão de palavras sem nexo, onde as ideias são tão rasas quanto um pires e tão desordenadas quanto um jogo de dominó jogado ao ar. Ele caminha, altivo, convencido de que vê o mundo de uma perspectiva superior, mas a única coisa que ele consegue é tropeçar na sua própria ignorância, enquanto se afoga em meias-verdades e teorias de trazer por casa.
E sabes que mais? Ele tem toda a razão. O mundo está, sem dúvida, contra ele. Não porque a vida seja injusta, mas porque ele é uma ofensa contínua à lógica e ao bom senso. Sim, concordo plenamente com ele. Se o universo conspira para mantê-lo neste ciclo patético de frustração, então há uma justiça cósmica a ser celebrada.
Agora, rimos. Rimos porque, realmente, o que mais se pode fazer senão aproveitar a comédia involuntária que é este homem?
Tenho pena de ti. Homem sem cérebro, melhor o teu cérebro não é cinzento é castanho.
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