"Sábado"
Hoje escolho partilhar o dia de ontem — sábado, 28 de março de 2026 — não por necessidade de validação, mas por uma questão de integridade narrativa. Prefiro a clareza assumida à distorção conveniente. Conheço demasiado bem o ruído que nasce quando o silêncio é ocupado por versões alheias, frequentemente intensificadas por intenções que pouco têm de inocentes. E, sim, há algo que afirmo sem rodeios: não tenho tolerância para a perversidade disfarçada de interpretação. Ontem foi um dia memorável. Não no sentido ruidoso ou exuberante, mas naquilo que verdadeiramente importa: na autenticidade dos afectos, na qualidade das presenças, na coerência entre o que se é e o que se demonstra. Celebrei — com a minha família — o aniversário de uma mulher extraordinária. E não utilizo o termo de forma leviana. Extraordinária não pelo que possui, mas pela forma como existe. A celebração foi preparada pela filha e pelo esposo, com um cuidado que não se improvisa: um cuidado que nasce do amor viv...