"Aprovação... Não"
Não sou uma mulher à procura de aprovação. Há uma serenidade que nasce quando deixamos de mendigar reconhecimento fora e começamos a habitá-lo dentro. A minha medida não é o aplauso circunstancial, nem a interpretação apressada de quem observa de longe. A minha medida constrói-se no espaço mais exigente e mais verdadeiro que existe: o da convivência diária, onde não há palco, apenas vida. Em casa não se representam papéis — vive-se. Os meus filhos e o meu marido não aprovam uma versão idealizada de mim; conhecem a realidade inteira. Conhecem os dias luminosos e os dias difíceis, as palavras certas e os silêncios necessários, as fragilidades que não se exibem e a força que não precisa de ser anunciada. E, ainda assim, permanecem. A aprovação que nasce desse lugar não é julgamento, é vínculo. Não é validação externa, é pertença. Eles não confirmam apenas quem sou: acompanham quem ainda estou a aprender a ser. Por isso, quando alguém afirma conhecer-me e depois desenha uma personagem...