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"VII Escola da Fé"

Eclesiologia: o mistério da Igreja Depois de termos estudado Cristo e o Espírito Santo, chegamos inevitavelmente à Igreja . E aqui é necessário começar por desfazer um equívoco frequente: a Igreja não é simplesmente um edifício. Uma igreja pode ser um edifício. Pode ter altar, sacrário, imagens, vitrais, bancos, torre e sinos. Mas isso não é, teologicamente, a Igreja. A palavra Igreja vem do grego ekklesía , relacionado com a ideia de uma assembleia convocada, reunida. No cristianismo, esta palavra adquire uma profundidade muito maior: a Igreja é a comunidade daqueles que Deus convoca, reúne e incorpora em Cristo pelo Baptismo, vivificados pelo Espírito Santo e enviados em missão. Por isso, podemos entrar numa igreja vazia e encontrar um edifício. Mas a Igreja, enquanto realidade teológica, é uma realidade viva. É simultaneamente: mistério; comunhão; Povo de Deus; Corpo de Cristo; Templo do Espírito Santo; sacramento universal de salvação; comunidade visível e espiritual; instituição ...

"Martinho IV: o Centésimo Octogésimo Sétimo Papa da Igreja Católica"

Após a morte de Nicolau III, a Igreja de Roma elegeu Martinho IV , o centésimo octogésimo sétimo Papa da Igreja Católica e sucessor de Nicolau III na Sé de Pedro. O seu pontificado decorreu entre 1281 e 1285 e ficou profundamente marcado pela política internacional, pelo conflito entre os Angevinos e a Coroa de Aragão e, sobretudo, pela dramática revolta conhecida como Vésperas Sicilianas . Origem e formação Martinho IV nasceu por volta de 1210 , em Montpensier, no Reino de França. O seu nome de nascimento era Simon de Brion . Era de origem francesa e recebeu uma sólida formação jurídica e eclesiástica. Antes de chegar ao papado, desempenhou importantes funções junto da corte francesa e na administração da Igreja. Foi nomeado cardeal em 1261 pelo Papa Urbano IV e tornou-se uma das figuras mais próximas da monarquia francesa. Eleição ao papado Após a morte de: Nicolau III os cardeais reuniram-se em Viterbo. As divisões internas dificultaram novamente a eleição. Depois d...

"Nicolau III: o Centésimo Octogésimo Sexto Papa da Igreja Católica"

Após a morte de João XXI, a Igreja de Roma atravessou novamente um período de sede vacante , desta vez de cerca de seis meses. Finalmente, os cardeais elegeram Nicolau III , o centésimo octogésimo sexto Papa da Igreja Católica e sucessor de João XXI na Sé de Pedro. O seu pontificado decorreu entre 1277 e 1280 . Embora tenha durado pouco mais de três anos, Nicolau III destacou-se pela reorganização administrativa dos Estados Pontifícios, pela diplomacia europeia e pelo forte apoio às ordens franciscana e dominicana. Origem e formação Nicolau III nasceu em Roma , por volta de 1216 , numa das famílias mais poderosas da aristocracia romana. O seu nome de nascimento era Giovanni Gaetano Orsini . Pertencia à célebre família Orsini , que desempenhou um papel importante na política italiana e forneceu vários cardeais e papas à Igreja. Recebeu uma formação adequada à carreira eclesiástica e rapidamente ascendeu na hierarquia da Igreja. Carreira antes do papado Giovanni Gaetano Orsini f...

"Às vezes, a vida tem um sentido de humor extraordinário"

Por vezes, a vida pega numa acção humana, coloca-a diante de nós e transforma-a numa espécie de comédia involuntária. Foi exactamente assim. Eu estava tranquila na minha vida, a escrever como sempre escrevi, sem grandes pretensões, sem procurar multidões, sem andar atrás de números, quando uma alma caridosa decidiu pegar naquilo que eu tinha escrito e oferecer-lhe uma interpretação completamente diferente daquela que lhe tinha dado origem. Partilhou. Comentou. Escarneceu. Vilipendiou. Tentou diminuir a intenção, desfigurar o significado, retirar profundidade ao que estava escrito e, pelo caminho, até a autoria pareceu tornar-se um detalhe dispensável. Confesso: na altura fiquei estupefacta. E não gostei. Seria desonesto fingir o contrário. Quando alguém pega numa coisa em que colocámos pensamento, tempo, experiência e alguma parte de nós e a transforma deliberadamente noutra coisa, existe naturalmente um desconforto. Sobretudo quando percebemos que não está a tentar compreender. Está a...

"Sou portuguesa. Sou mãe. E sei onde encontro a minha força."

Sou portuguesa. E talvez isso explique uma parte da mulher que me tornei: aprendi cedo que há caminhos que se fazem com as mãos ocupadas, o coração apertado e a certeza de que desistir nem sempre é uma opção. Sou mulher. Sou mãe. Sou guerreira. E tenho Fé. Não digo isto como quem apresenta títulos. Digo-o como quem apresenta as marcas de uma vida. Porque ser guerreira não é viver sem medo. É conhecer o medo e não lhe entregar o comando. Não é nunca cair. É aprender a levantar-se. Não é ter sempre respostas. É continuar a procurar quando as respostas não chegam. Não é ser feita de pedra. É continuar humana depois de a vida nos ter ensinado que também sabemos partir. E eu sei o que é estar cansada. Sei o que é ter o coração cheio e, ainda assim, continuar a fazer o que precisa de ser feito. Sei o que é olhar para os meus filhos e desejar poder construir à volta deles uma muralha contra tudo aquilo que os pode magoar. Mas também sei que não posso. Nenhuma mãe pode. Podemos educar. Podemos...

"Eu não tenho tempo para me vingar"

Quantas vezes já pensaste em vingares-te de alguém? Talvez não tenhas feito nada. Talvez tenhas apenas imaginado. Aquela resposta que nunca deste. Aquela frase que gostarias de ter dito. Aquela vontade quase física de fazer o outro sentir, nem que fosse por alguns minutos, exactamente aquilo que te fez sentir. É humano. Quando somos feridos, uma parte de nós procura equilíbrio. Queremos que a injustiça tenha uma resposta. Queremos que alguém compreenda a dimensão do estrago que provocou. Queremos, por vezes, que a pessoa sofra o suficiente para finalmente perceber. Mas existe uma pergunta que vale a pena fazer antes de qualquer vingança: e depois? Depois de dizeres. Depois de expôres. Depois de ferires. Depois de devolveres. Depois de conseguires que o outro chore, se arrependa ou sinta uma pequena parte daquilo que tu sentiste... o que recuperaste? O tempo? Não. A confiança? Não. A tranquilidade? Provavelmente não. A pessoa que eras antes daquela ferida? Também não. Então para quê? Eu...

"VI Escola da Fé"

O Espírito Santo: a Pessoa divina que vivifica, santifica e conduz a Igreja Depois de termos entrado no mistério da Santíssima Trindade, chegamos agora à terceira Pessoa divina: o Espírito Santo. E talvez nenhuma outra Pessoa da Trindade seja tão frequentemente mal compreendida. Fala-se do Espírito Santo como uma força. Como uma energia. Como uma emoção. Como uma inspiração. Como uma espécie de presença indefinida. Mas a fé cristã não afirma nada disso. O Espírito Santo é Deus. E é Pessoa divina . Não é uma força que Deus utiliza. Não é uma energia que Deus distribui. Não é uma manifestação passageira. É o Espírito eterno, consubstancial ao Pai e ao Filho, que participa plenamente da única natureza divina e actua na criação, na história da salvação, em Cristo, na Igreja, nos sacramentos e na vida dos fiéis. Compreender o Espírito Santo é, portanto, indispensável para compreender o próprio cristianismo. O que significa “Espírito”? A linguagem bíblica é particularmente rica. No hebraico ...