"Nome — Meditação Íntima sobre Identidade, Misericórdia e Glória"
Olha… falo contigo devagar, quase em sussurro, como quem se senta ao lado de alguém ao entardecer. E gostava muito que pudesses guardar no coração o que te vou dizer — não como uma frase bonita, mas como uma verdade capaz de te acompanhar quando o silêncio pesa. Aprendi, com o tempo e com a fé, que a batalha mais decisiva raramente acontece fora de nós. Ela desenrola-se no lugar invisível onde as vozes disputam o sentido da nossa identidade. E é aí que se revela uma diferença essencial, quase abissal, entre a voz que acusa e a voz que chama. O diabo conhece o teu nome, mas escolhe chamar-te pelos teus erros. Ele não ignora a tua história; pelo contrário, conhece-a bem demais. Mas reduz-te a fragmentos: quedas, falhas, incoerências, momentos de sombra. A sua estratégia é antiga e persistente: convencer-te de que és a soma do que fizeste de errado, de que não existe em ti nada para além da culpa. A acusação constante não quer conversão, quer paralisia. Não quer cura, quer desespero. Deus...