"Deixem-me. Só Isso. Deixem-me."
Hoje não tenho respostas. Tenho apenas perguntas. Perguntas que se atropelam umas às outras e às quais ninguém consegue responder. Porque é que a guerra gera morte... e a morte gera mais guerra? Porque é que uma dor parece precisar sempre de encontrar outra dor para sobreviver? Porque é que, quando alguém sofre, sentimos tanta necessidade de procurar um culpado, como se encontrar um nome conseguisse diminuir a ausência? Não sei. E talvez seja precisamente isso que mais me angustia. Não sei. Não sei como isto aconteceu. Não sei como chegámos aqui. Não sei como é possível um ser humano fazer isto a outro ser humano. Não sei como é possível esquecermo-nos, tantas vezes, de que por detrás de cada rosto existe uma história, uma família, uma infância, uma dor, um coração que bate exatamente como o nosso. Não sei. E hoje permito-me, pela primeira vez, não saber. Por favor... Deixem-me. Deixem-me tentar compreender aquilo que, neste momento, ainda não consigo compreender. Deixem-me pegar em to...