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"Alexandre IV: o Centésimo Septuagésimo Nono Papa da Igreja Católica"

Após a morte de Inocêncio IV, a Igreja de Roma elegeu Alexandre IV , reconhecido como o centésimo septuagésimo nono Papa da Igreja Católica e sucessor de Inocêncio IV na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre os anos 1254 e 1261 da era cristã . Foi um período marcado pela tentativa de preservar a autoridade papal perante os conflitos políticos europeus, pela defesa das ordens mendicantes e por uma intensa actividade missionária. Origem e formação Alexandre IV nasceu por volta de 1199 , em Jenne, perto de Anagni, na Itália. O seu nome de nascimento era Rinaldo dei Conti di Segni . Pertencia à mesma poderosa família dos papas Inocêncio III e Gregório IX . Recebeu formação em teologia e direito eclesiástico e entrou cedo ao serviço da Igreja. Foi nomeado cardeal pelo seu tio, Gregório IX , e desempenhou funções importantes na administração da Santa Sé. Eleição ao papado Após a morte de: Inocêncio IV os cardeais reuniram-se para escolher o seu sucessor. A eleição foi rel...

"Inocêncio IV: o Centésimo Septuagésimo Oitavo Papa da Igreja Católica"

Após um longo período de sede vacante que se seguiu à morte de Celestino IV, a Igreja de Roma elegeu Inocêncio IV , reconhecido como o centésimo septuagésimo oitavo Papa da Igreja Católica e sucessor de Celestino IV na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre os anos 1243 e 1254 da era cristã e foi um dos mais marcantes do século XIII. Ficou assinalado pelo confronto decisivo com o imperador Frederico II, pela convocação do Primeiro Concílio de Lião, pelo desenvolvimento do direito canónico e pelo envio de missões diplomáticas aos povos mongóis. Origem e formação Inocêncio IV nasceu em Génova , na Itália, por volta do ano 1195 . O seu nome de nascimento era Sinibaldo Fieschi . Pertencia à influente família Fieschi e recebeu uma notável formação em direito civil e direito canónico na Universidade de Bolonha. A sua reputação como jurista levou-o a ser nomeado cardeal por: Gregório IX Antes da sua eleição, participou ativamente na administração da Igreja e destacou-se pela s...

"Ela levou-me"

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Ultimamente não descrevo um dia, mas hoje tem de ser. Merece ficar e ser partilhado. Há dias que acontecem e há dias que, de algum modo, ficam. Não necessariamente porque tenham sido extraordinários aos olhos de quem os vê de fora, mas porque alguma coisa neles nos tocou num lugar que não sabemos nomear imediatamente. São dias que não pedem apenas para ser recordados; pedem para ser guardados. Talvez porque, entre o que aconteceu e aquilo que sentimos, exista uma espécie de verdade que merece não se perder. Hoje foi um desses dias. A minha grande amiga levou-me à Serra de São Francisco. E esta frase, tão simples, contém muito mais do que parece. Fomos nós as duas e levámos connosco os nossos filhos: o meu, com dez anos, e o dela, com doze. Quatro pessoas, dois adultos e dois rapazes, quatro maneiras de olhar, quatro ritmos, quatro pequenas geografias interiores a percorrer o mesmo caminho. O destino era a serra, mas, olhando agora para trás, percebo que o verdadeiro lugar a que chegámo...

"Estamos ligados a tudo e, por vezes, a ninguém"

Há uma imagem que se tornou tão banal que quase já não a vemos. Duas pessoas sentadas à mesma mesa, lado a lado, aparentemente juntas, mas cada uma mergulhada no pequeno rectângulo luminoso que tem nas mãos. Estão num restaurante. Num café. Num banco de jardim. Num aeroporto. Num sofá. Até na cama. Estão juntas. Mas não estão necessariamente presentes. E talvez esta seja uma das contradições mais estranhas do nosso tempo: nunca tivemos tantos instrumentos para comunicar e, no entanto, parece cada vez mais difícil estarmos verdadeiramente uns com os outros. Temos mensagens instantâneas, chamadas de vídeo, redes sociais, grupos, fotografias, reacções, notificações, comentários, plataformas capazes de nos transportar em segundos para o outro lado do planeta. Podemos saber o que uma pessoa está a fazer sem lhe perguntarmos. Podemos acompanhar a vida de alguém sem nunca termos conversado verdadeiramente com essa pessoa. Podemos estar permanentemente disponíveis e, ainda assim, emocionalment...

"As tempestades não testam as folhas"

Olha para uma árvore durante uma tempestade. Não para a árvore num daqueles dias tranquilos em que o sol atravessa a copa, as folhas parecem quase imóveis e tudo à sua volta transmite uma falsa sensação de permanência. Olha para ela quando o céu escurece. Quando o vento começa a levantar-se. Quando os ramos se vergam. Quando as folhas deixam de obedecer à forma habitual da copa e começam a ser arrancadas uma a uma. É nesse instante que percebemos uma coisa que os dias tranquilos conseguem esconder durante muito tempo: uma árvore não é sustentada por aquilo que vemos. A parte mais importante dela está debaixo da terra. Escondida. Silenciosa. Invisível. As raízes. E talvez exista aqui uma das metáforas mais antigas e mais exactas para compreender a própria condição humana. Também nós temos uma copa. Aquilo que o mundo vê. O sorriso que mostramos. A maneira como falamos. As fotografias que publicamos. As conquistas que contamos. A serenidade que aparentamos. A roupa que vestimos. A casa o...

"Guarda o teu coração"

Quem te decepciona raramente é alguém que vem de longe. As maiores decepções não costumam nascer da indiferença. Nascem da proximidade. Acontecem na amizade, na família, no amor, nos vínculos que pareciam suficientemente sólidos para sobreviver a quase tudo. Acontecem precisamente onde existia confiança, porque ninguém consegue realmente decepcionar-nos sem antes ter conquistado algum lugar dentro de nós. É preciso ter acesso para conseguir ferir profundamente. É preciso que alguém conheça alguma coisa de nós. Os nossos medos. As nossas histórias. As nossas fragilidades. As coisas que não contamos a qualquer pessoa. É preciso que exista confiança suficiente para baixarmos a guarda. E talvez seja por isso que certas feridas demoram tanto tempo a cicatrizar. Não foi qualquer pessoa. Foi alguém a quem abrimos a porta. Alguém que recebeu uma parte da nossa intimidade e que, por alguma razão, não soube tratá-la com o cuidado que merecia. E há uma particular crueldade na decepção que nasce d...