"Não foi orgulho. Foi dignidade."
Existe uma diferença profunda entre orgulho e dignidade. Confundi-los é um dos equívocos mais frequentes das relações humanas. O orgulho nasce da necessidade de proteger o ego. Alimenta-se da imagem, da razão permanente e da incapacidade de reconhecer fragilidades. Quem vive dominado pelo orgulho prefere perder uma relação a admitir um erro. Prefere construir um muro à sua volta do que correr o risco de mostrar vulnerabilidade. A dignidade nasce de outro lugar. Não precisa de vencer ninguém. Não procura ter sempre razão. Não vive da aprovação. A dignidade é a consciência tranquila do próprio valor. É a capacidade de dizer "basta" sem deixar de desejar o bem ao outro. É escolher partir sem precisar de destruir quem fica. Durante muito tempo acreditei que permanecer era uma demonstração de lealdade. Que compreender sempre era sinal de maturidade. Que insistir nas pessoas era uma forma de amar. Hoje penso de outra maneira. Porque também existe um momento em que permanecer deixa ...