"Amor."

 O amor que não morre, eterno na alma,

Vive nas sombras e na luz que nos embala.

Nos olhos que vejo, encontro confusão,

Mas no abraço ofereço a redenção.


Quem me dera curar o coração ferido,

Resgatar o brilho outrora perdido.

Vejo qualidades que o tempo escondeu,

E temo que a dor as apague no breu.


Não percas nunca o que em ti resplandece,

Esse fogo que dentro de ti arde e te aquece.

Queima em silêncio, mas brilha sem fim,

Pois o destino traçou este caminho assim.


No abraço, há conforto, uma paz subtil,

No toque, um calor que nunca é fútil.

E nos olhares que se cruzam com paixão,

Não há lugar para dúvida ou hesitação.


As mãos que tocam, tocam com fervor,

E entre os dedos dança um mudo amor.

Deslizam suavemente, com intenção,

Afagando a pele com devoção.


Pelos braços a viagem começa,

Cada gesto é um convite, uma promessa.

No pescoço, a pele responde ao toque,

E o calor que emana já não tem choque.


As mãos percorrem o rosto com cuidado,

Como se decifrassem um segredo guardado.

No cabelo, os dedos se perdem lentamente,

E cada fio conta histórias silentes.


Os lábios encontram a pele num beijo quente,

Com desejo, suave, mas persistente.

Como a brisa que acaricia o mar,

Cada toque é um desejo a despertar.


A pele vibra, o corpo responde em harmonia,

Cada suspiro é uma doce melodia.

Sente-se a chama que entre nós cresceu,

E o mundo, naquele instante, desapareceu.


Não é apenas o corpo que chama,

É a fusão de almas numa única chama.

Não há palavras para descrever

O amor que aos poucos nos faz renascer.


As mãos continuam sua viagem lenta,

Explorando cada parte, cada curva atenta.

Como um mapa de mistérios ocultos,

O corpo é decifrado sem insultos.


Os gestos são firmes, mas cheios de ternura,

Como quem molda uma escultura pura.

E no toque, o desejo se torna mais forte,

Como se cada momento fosse sorte.


O calor do corpo aumenta, cresce,

Cada respiração faz o tempo esquecer-se.

E o prazer que surge não é só carnal,

É algo profundo, espiritual.


Nos olhares, a compreensão silenciosa,

Como quem compartilha algo valioso.

O toque continua, sem pressa, sem fim,

E cada gesto faz o desejo fluir assim.


As mãos descobrem cada segredo guardado,

Como se o corpo fosse um templo sagrado.

E no toque suave, quase reverente,

Sente-se o calor, o ardor latente.


Os gemidos são como música ao vento,

Revelam entrega sem constrangimento.

A respiração ofegante é o compasso,

Que guia o desejo num terno abraço.


Nada existe além do que agora sentimos,

Cada toque é um universo que abrimos.

E no calor do toque, na pele ardente,

O desejo flui, suave, mas persistente.


As mãos exploram com destreza e arte,

Cada centímetro, cada parte.

O corpo cede ao desejo crescente,

E cada movimento torna-se envolvente.


O prazer é profundo, mas não urgente,

Cada gesto é um eco de algo mais presente.

A fusão é total, sem resistência,

Um laço criado com pura paciência.


O corpo responde ao toque que incendeia,

Como terra que o sol lentamente permeia.

E o calor entre nós não é só físico,

É a chama de um amor que é mítico.


Os lábios encontram os lábios em fogo,

E cada beijo é como um eterno rogo.

Pedem mais, sem dizer uma palavra,

E o tempo, neste momento, já nada lavra.


As mãos desenham no corpo formas novas,

Cada toque é um passo em direções renovas.

A pele vibra, cede e se entrega,

Como se o amor tudo além dela navega.


O mundo ao redor desaparece,

E o desejo queima, não esmorece.

Cada toque, cada carícia, é a prova,

De que este amor é algo que se renova.


O calor que sentimos é tanto, é tudo,

E o desejo não encontra fim no mundo.

Não há pressa, apenas entrega,

Num amor que o tempo se nega.


As mãos percorrem cada linha tua,

E na pele, fica a memória crua.

De um amor que não morre, não se apaga,

Que queima em nós, como uma saga.


Os corpos, unidos em perfeita harmonia,

São mais do que carne, são pura energia.

O toque é sagrado, o prazer é profundo,

E nele criamos o nosso mundo.


A respiração se torna mais suave, mais calma,

E sentimos, no final, a paz da alma.

O desejo saciado, o amor renascido,

É o eco eterno do que foi vivido.


E mesmo depois, quando o toque cessa,

O amor não se apaga, não há promessa

Que possa desfazer o que se construiu,

Um laço que o tempo jamais diluiu.


O amor que não morre é como um rio,

Que corre por dentro, em fluxo contínuo.

E mesmo quando o desejo se aquieta,

O amor permanece, firme, completo.


Texto de autoria de Marisa, publicado em Fio de Imaginação (@tecehistorias).

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