"Euforia"
Hoje, após uma tarde esplendorosa, fui rezar o terço e participar na missa. Saí do terço acompanhada da minha madrinha e, ao chegar a casa, deparei-me com uma surpresa encantadora. A minha amiga da faculdade estava no carro, à espera do meu regresso. Mal a vi, um sorriso iluminou o meu rosto e senti que a noite prometia ser especial.
Decidimos ir jantar ao "Restaurante O Quintal" em Setúbal, um local de requinte que sempre me impressiona. Fomos acompanhadas pelos nossos maridos e filhos, formando um grupo animado e entusiasmado. O ambiente do restaurante é simplesmente deslumbrante, com uma decoração rústica e ao mesmo tempo elegante, onde cada detalhe parece ter sido cuidadosamente pensado. As luzes suaves e a música ambiente criam uma atmosfera acolhedora e convidativa.
Ao sentarmo-nos, o menu deixou-nos com água na boca. Começámos com uma seleção de entradas irresistíveis: amêijoas à Bulhão Pato, fresquíssimas e saborosas, e uma tábua de queijos regionais que era uma verdadeira obra-prima gastronómica. Para o prato principal, escolhi o polvo à lagareiro, tenro e perfeitamente temperado, acompanhado de batatas a murro e grelos. O meu marido deliciou-se com um bife à portuguesa, suculento e cheio de sabor, enquanto a minha amiga optou por um robalo grelhado, cuja frescura era inigualável, servido com um arroz de tomate cremoso. O marido dela escolheu cataplana de marisco, um prato tradicional que nunca desilude. Terminámos a refeição com sobremesas divinas, como o pudim Abade de Priscos que derretia na boca e uma tarte de amêndoa crocante.
Durante o jantar, a conversa fluiu naturalmente. Recordámos histórias dos tempos de faculdade, rimos até as lágrimas escorrerem e o tempo pareceu voar. As crianças divertiram-se com as suas próprias conversas e brincadeiras, criando um ambiente familiar e descontraído.
Após o jantar, a minha amiga lembrou-se de uma ideia brilhante: por que não esticar a noite até à marginal? Concordámos entusiasticamente. A minha filha, sempre pronta para se juntar à diversão, foi buscar a nossa cadela, e ficámos à espera do seu regresso, aproveitando a brisa fresca da noite.
Entretanto, a minha amiga foi buscar uma sangria refrescante, que partilhámos enquanto inventávamos um jogo hilariante. Cada um de nós tinha de cantar uma estrofe inventada, tentando formar uma música que fizesse sentido. O resultado foi verdadeiramente humorístico; rimos a bandeiras despregadas com as letras improvisadas e desafinadas, mas carregadas de boa disposição.
Foi uma noite memorável, recheada de bons momentos, risos e camaradagem. Estas ocasiões lembram-me sempre da importância de valorizar as pequenas grandes coisas da vida: a companhia dos amigos, a família e a alegria de viver cada momento ao máximo.
______________________________________________
© 2014–2026 TeceHistórias (Marisa). Todos os direitos reservados.
Os conteúdos deste blogue, incluindo textos originais, encontram-se protegidos pelo Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC) e demais legislação aplicável. É expressamente proibida a reprodução, cópia, transcrição, adaptação, publicação, distribuição, disponibilização pública ou qualquer forma de utilização, total ou parcial, por qualquer meio ou suporte, sem autorização prévia, expressa e escrita da autora. A utilização não autorizada poderá dar origem a responsabilidade civil e criminal nos termos da lei portuguesa da União Europeia.
Texto de autoria de Marisa, publicado em Fio de Imaginação (@tecehistorias).
Comentários
Enviar um comentário