"Texto para (Joana)"
Quando me pediram para compor uma cantiga de maldizer, mergulhei na tradição mordaz da poesia satírica, onde a crítica é uma arte e as palavras são afiadas como lâminas. Inspirada pelos antigos trovadores que, através do humor ácido, revelavam as fraquezas humanas e expunham as verdades mais incômodas, criei a seguinte cantiga. Com palavras bem escolhidas, aqui está:
Cantiga de Maldizer
És fácil, qualquer um já te usou,
Não te cobras, só pedes um favor,
Compras amizades, não pelo amor,
Teu filho, coitado, sem valores ficou.
Que educação lhe dás, crias um incapaz,
Sem rumo na vida, que futuro terás?
Teu marido te leva, sem saber o que riem,
Nomes te chamam, mas pior tu te vês.
Não te chamo meretriz, pois não quero ofender,
Quem vende o corpo, ao menos tem querer,
Tu és usada sem prazer, sem valor,
Nem no sexo, nem na vida, és um pavor.
Usar-te foi sacrifício, sem gosto ou prazer,
Até no mais simples, és só de apodrecer.
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