"Oito de Setembro: Devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem"

 Hoje, oito de setembro, detenho-me no silêncio íntimo da minha alma para celebrar a memória de Nossa Senhora da Boa Viagem. Esta data não é apenas uma marca no calendário, mas um ponto de encontro entre o sagrado e a minha história pessoal, um instante em que a fé se entrelaça com a vida concreta que levo, com os desafios que abraço e com os caminhos que percorro.

Às 21 horas, estarei presente na eucaristia celebrada pelo Senhor Padre Fernando. Não irei apenas assistir a um rito litúrgico; estarei lá como quem mergulha num mistério, como quem se oferece inteira ao altar, na certeza de que cada gesto, cada palavra, cada canto, ecoa para além do visível. Vou com amor, com devoção, com a gratidão que floresce em mim por tudo o que fui, pelo que sou hoje e pelo que ainda hei-de ser.

Aprendi, com a paciência do tempo e a sabedoria que só as quedas e os recomeços oferecem, a valorizar cada pessoa que Deus coloca no meu caminho. Sei que nada é por acaso: os encontros, as despedidas, as presenças discretas e até as ausências moldaram-me. É na resistência às adversidades, na resiliência perante o inesperado e no crescimento pessoal que descubro a mão invisível de Deus a guiar-me.

Nossa Senhora da Boa Viagem é, para mim, mais do que padroeira das partidas e chegadas. Ela é símbolo da travessia interior que realizo todos os dias: o movimento de deixar para trás o que já não me serve e avançar com confiança para o que ainda não conheço. É nela que encontro a ternura e a coragem de continuar, mesmo quando os ventos sopram contrários.

Estar presente nesta celebração é reafirmar a minha entrega. É dizer, com palavras e com silêncio, que acredito na força transformadora da fé. É reconhecer que cada passo meu é sustentado por um amor maior do que eu própria consigo compreender. Hoje, em comunhão com tantos corações, receberei o pão e o vinho que se fazem corpo e sangue, e, nesse gesto, reencontrarei a plenitude da minha essência: criatura em caminho, filha amada, peregrina da esperança.


"Texto de autoria de(tecehistorias ) <Marisa>, publicado em Fios de Imaginação(@"fios de imaginação") (@tecehistorias)."

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