"Agradeço... Justifico. Dados de 48 horas. Chega!?"


 É curioso como, em um mundo abarrotado de

opiniões e ideias, sempre haverá aqueles que questionam nossa relevância. Não basta escrever, criar, provocar reflexões e tocar vidas com palavras. Não, para alguns, é necessário provar que somos lidos, que temos impacto, que, de fato, há pessoas acompanhando cada linha que traçamos com o peso do intelecto e a leveza da criatividade. Como se os números fossem os únicos juízes da nossa importância.

Sim, coloco-me à prova, não porque eu precise, mas porque, ao que parece, há quem duvide. Colocam em causa minha capacidade de atrair leitores, como se o valor de uma escrita se medisse em visualizações ou olhares curiosos. Pois bem, se é assim que o jogo deve ser jogado, então joguemos. Porque, no fim, o que esses números mostram vai muito além de meras estatísticas; são as histórias que, através deles, revelam-se.

E aqui, meus caros, estão as provas tão exigidas.

Ah, os números. Esses seres frios, inóspitos, porém, tão desejados por aqueles que anseiam por uma verdade quantificável. Se o mundo das letras, para alguns, não vale nada sem o respaldo dessas entidades abstratas, então deixemos que falem, gritem, alardeiem sua presença. E o que melhor do que esfregar esses números – brilhantes e lustrosos – na cara da dúvida?

Comecemos com algo que, imagino, possa intrigar: "O Circo da Ignorância". Já o título é um


espetáculo por si só, e 633 pessoas se permitiram sentar na arquibancada desse espetáculo particular. Não foram palhaços que atraíram tanta gente, nem acrobatas lançando-se ao vazio, mas a simples constatação de que a ignorância humana é, por si, uma arte circense. Entre rodopios e cambalhotas, esses 633 leitores foram convidados a enxergar o mundo com olhos mais críticos, ou, ao menos, questionar o que os entretém.

Agora, vejamos "Vida". Parece irônico, não? Um conceito tão vasto e indefinível... E eu, humildemente, escrevo sobre ele, acreditando que minhas palavras possam capturar sua essência. A vida, esse breve interlúdio entre a inconsciência e o infinito. E, para minha surpresa – ou não – 609 mentes se aventuraram por esse caminho comigo. Um número quase perfeito, se pensarmos em termos matemáticos, como se fosse uma equação que não precisa de resolução. É a vida, afinal.

Mas não nos detenhamos! "Brincadeiras". Ah, aqui eu quase ri ao ver que 577 pessoas se deixaram levar pelo lúdico, talvez esperando alguma piada ou metáfora infantil. Ledo engano. O jogo da vida, aqui, é mais sério do que parece. E quantos se perderam nessa metáfora? Talvez muitos, talvez poucos. Mas a beleza está nisso: quem brinca comigo?

Passando adiante, chegamos ao enigmático "Finalmente". Um título que clama por desfecho, por encerramento. E foi exatamente isso que 506 olhares ansiosos encontraram: uma espécie de fim que, paradoxalmente, é o início de algo maior. Sim, esses números me dizem muito. São olhos à procura de respostas, de conclusão, de alívio. Uma meia dúzia a mais que 500, para ser exata, como se a precisão dos números pudesse dar o toque final à imprecisão da vida.

Agora, vamos adicionar um toque mais sentimental com "Saudades Maternas". Quantas vezes um simples título pode evocar lágrimas, lembranças, dores? Exatas 478 pessoas ousaram tocar nesse tema, navegando entre memórias e a melancolia que só a ausência de uma mãe pode provocar. Não é preciso ter números gigantes para medir o impacto dessas palavras. Aqui, os números servem apenas como referência, uma sombra do verdadeiro sentimento que transborda dessas linhas.

E o que dizer de "Sagrada Jornada"? Exatamente 460 pessoas se lançaram nesse caminho comigo. Uma jornada, sagrada ou não, é sempre uma travessia solitária, mas esses 460 indivíduos entenderam que, mesmo no solo mais árido, é possível encontrar significado. Cada visualização, cada olhar atento, representa alguém que caminhou ao meu lado, nem que por alguns minutos.

Agora, se estamos falando de gratidão, "Agradeço". Aqui, 431 almas foram tocadas pela simplicidade do ato de agradecer. Talvez um número menor, mas, ainda assim, poderoso. Quantas vezes dizemos "obrigada" na vida? Quantas vezes sentimos a verdadeira gratidão? Esses 431 leitores, talvez, tenham encontrado uma nova perspectiva sobre algo tão trivial e, ao mesmo tempo, tão essencial.


Ah, mas você quer mais, não é? Então vamos ao ápice da ironia numérica. "O Brilho Oculto de..." – só a primeira frase desse título já sugere um mistério quase irresistível. E como resistir quando o brilho oculto, seja do que for, atrai nada menos que 4,26 mil curiosos? Sim, exatamente isso. Milhares! O que escondi nessas palavras para seduzir tantos olhares? Quem sabe? Pode ser que o verdadeiro brilho resida na própria busca.

E se introversão é o tema, então vamos falar de "Introvertida", que, ironicamente, conseguiu atrair 3,17 mil pessoas. Quanta contradição há nisso, não? Ser introvertida e, ao mesmo tempo, vista por milhares. E que dizer de "Crítica"? O termo por si só evoca desconforto, mas, aparentemente, 2,33 mil pessoas não se intimidaram em mergulhar nesse universo. Porque, afinal, quem não gosta de uma boa crítica, desde que não seja dirigida a si mesmo, claro.

Agora, se quiserem seguir adiante na jornada do absurdo, "Reflexão do Conflito", com suas 1,88 mil visualizações, nos lembra que até mesmo o caos pode ser contemplado, com um pouco de paciência e uma boa dose de curiosidade intelectual. E, por fim, "Injustiça", que com seus 1,69 mil leitores, prova que o mundo pode ser injusto, mas as palavras, estas nunca deixam de fazer justiça.

Então, para aqueles que ainda questionam minha relevância, por favor, deixem que os números falem. Eles estão aqui, reluzentes, sólidos e, ao mesmo tempo, tão fugazes quanto um piscar de olhos. Cada visualização, cada cifra, carrega em si uma história, uma experiência. Não são meros números, são vidas que se entrelaçam às minhas palavras. Querem provas? Aqui estão. Mais do que suficientes.

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