"Eugénio III: o Centésimo Sexagésimo Quinto Papa da Igreja Católica"
Após a morte de Lúcio II, a Igreja de Roma elegeu Eugénio III, reconhecido como o centésimo sexagésimo quinto Papa da Igreja Católica e sucessor de Lúcio II na Sé de Roma.
O seu pontificado decorreu entre os anos 1145 e 1153 da era cristã e ficou marcado pela convocação da Segunda Cruzada, pelo apoio às reformas monásticas e pelo seu estreito relacionamento com São Bernardo de Claraval. Foi o primeiro monge da Ordem de Cister a ser eleito Papa.
Origem e formação
Eugénio III nasceu em Pisa, na Itália, e o seu nome de nascimento era Bernardo Paganelli di Montemagno.
Recebeu formação religiosa ainda jovem e ingressou na:
Ordem de Cister
onde se tornou discípulo de:
São Bernardo de Claraval
A sua humildade, espiritualidade e capacidade de governo levaram-no a ser nomeado abade e, posteriormente, cardeal.
Eleição ao papado
Após a morte de:
Lúcio II
os cardeais reunidos em Roma elegeram Bernardo Paganelli em 1145, que adoptou o nome de Eugénio III.
A sua eleição surpreendeu muitos contemporâneos, pois era conhecido sobretudo pela sua vida monástica e não pela actividade política.
Conflitos em Roma
Desde o início do pontificado, Eugénio III enfrentou a oposição da:
Comuna de Roma
A instabilidade obrigou-o a passar longos períodos fora da cidade, governando a Igreja a partir de diversas localidades italianas e francesas.
A Segunda Cruzada
O acontecimento mais marcante do seu pontificado foi a convocação da:
Segunda Cruzada
Em 1145, através da bula Quantum Praedecessores, Eugénio III apelou aos cristãos para defenderem os Estados Latinos do Oriente após a queda do Condado de Edessa.
A pregação da cruzada foi confiada a:
São Bernardo de Claraval
que percorreu a Europa incentivando reis e nobres a participar.
Relações com os reis cristãos
Participaram na Segunda Cruzada importantes soberanos, entre eles:
- Luís VII de França
- Conrado III
Apesar do grande entusiasmo inicial, a expedição terminou sem alcançar os seus principais objectivos militares.
Reforma e vida espiritual
Eugénio III manteve o apoio às reformas da Igreja, promoveu a disciplina do clero e favoreceu o crescimento das ordens monásticas.
Foi também durante o seu pontificado que São Bernardo escreveu a obra:
De Consideratione
na qual aconselhava o Papa a equilibrar a intensa actividade administrativa com a vida de oração.
Morte
Eugénio III faleceu em 8 de julho de 1153, na cidade de Tivoli, perto de Roma.
Foi sucedido por Anastácio IV.
Em 1872, foi beatificado pelo Papa:
Pio IX
Legado
O Beato Eugénio III é lembrado como um homem de profunda espiritualidade, simplicidade e dedicação pastoral.
Embora a Segunda Cruzada não tenha obtido sucesso militar, o seu pontificado fortaleceu a vida monástica e consolidou a influência espiritual do papado na Europa.
Conclusão
Assim, o centésimo sexagésimo quinto Papa da Igreja Católica é recordado como um pastor humilde e reformador. O Beato Eugénio III procurou unir contemplação e governo, promoveu a renovação espiritual da Igreja e convocou a Segunda Cruzada num período de grandes desafios para a cristandade. A sua vida permanece como exemplo de simplicidade, oração e serviço fiel à missão da Igreja.
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