"Agradeço imenso"
Hoje o meu pequeno, modesto e aparentemente discreto blogue recebeu mais 900 visualizações.
Digo "pequeno" porque a modéstia ainda não foi oficialmente proibida na internet. E digo "aparentemente discreto" porque, pelos vistos, continua a despertar uma curiosidade muito acima daquilo que alguns gostariam de admitir.É curioso. Vivemos numa época em que existe tecnologia para quase tudo. Há quem coloque bloqueadores, filtros, máscaras digitais, atalhos e desvios, como se estivesse a atravessar uma fronteira secreta. Há quem prefira entrar pela porta das traseiras, talvez acreditando que assim passa despercebida.
O que tem a sua graça. Afinal, quando alguém faz tantos esforços para não ser visto a ler algo, acaba apenas por confirmar o interesse que tem naquilo que está a ler.
A verdade é que, devido a experiências passadas e porque aprendi que a prudência é uma excelente conselheira, existem mecanismos de contagem mais reais do que alguns imaginam. E esses números contam uma história bastante diferente da
aparência inicial. Na realidade, não estamos a falar de algumas centenas de visitas ocasionais, mas de mais de três mil visualizações diárias e, em média, pelo menos dois utilizadores ativos por minuto.
Para um blogue que nasceu sem campanhas, sem marketing agressivo, sem estratégias mirabolantes de influência e sem promessas de revelar os segredos do universo em sete passos fáceis, confesso que é um resultado que me faz sorrir.
E é precisamente por isso que quero agradecer.
Agradecer a quem lê regularmente.
Agradecer a quem chega por curiosidade e acaba por ficar mais alguns minutos.
Agradecer a quem discorda, porque até a discordância obriga ao exercício saudável de pensar.
Agradecer a quem regressa em silêncio.
E agradecer especialmente àquelas pessoas que, apesar de tentarem parecer invisíveis, continuam a aparecer. Porque até os passos mais discretos deixam marcas quando passam muitas vezes pelo mesmo caminho.
Cada texto que ali se encontra nasceu de reflexão, estudo, leitura, observação e, acima de tudo, de uma profunda necessidade de partilhar. Não foram escritos para agradar a todos. Nunca poderiam ser. Foram escritos porque existem ideias que pedem palavras, experiências que pedem significado e perguntas que merecem ser exploradas.
Ali encontram-se histórias, reflexões, filosofia, espiritualidade, psicologia, história, arte, religião, literatura, família, amor, amizade, trabalho, fé, perdas, recomeços e pequenas observações sobre aquilo que significa ser humana num mundo cada vez mais apressado.
Tudo o que escrevo nasce do coração, mas também da mente. Da emoção, mas também da razão. Da experiência, mas também da aprendizagem constante. E talvez seja precisamente essa mistura imperfeita que continua a atrair tantas pessoas.Por isso, a todas as que passam por lá, de forma assumida ou discretamente camuflada, o meu sincero obrigada.
Num tempo em que a atenção é um dos bens mais raros e mais valiosos, saber que tantas pessoas dedicam alguns minutos do seu dia a ler palavras que saíram da minha alma é algo que jamais tomarei como garantido.
Continuarei a escrever da mesma forma que comecei: com autenticidade, curiosidade, liberdade de pensamento e gratidão.
E enquanto houver alguém desse lado a ler, refletir, sorrir, concordar, discordar ou simplesmente pensar um pouco mais profundamente sobre a vida, então todo o tempo investido terá valido a pena.
Obrigada por estarem aí.
Mesmo às escondidas.
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