"Alexandre III: o Centésimo Sexagésimo Oitavo Papa da Igreja Católica"
Após a morte de Adriano IV, a Igreja de Roma elegeu Alexandre III, reconhecido como o centésimo sexagésimo oitavo Papa da Igreja Católica e sucessor de Adriano IV na Sé de Roma.
O seu pontificado decorreu entre os anos 1159 e 1181 da era cristã e foi um dos mais longos e influentes do século XII. Alexandre III enfrentou imperadores, antipapas e conflitos políticos, mas saiu vitorioso, fortalecendo significativamente a autoridade do papado na Europa medieval.
Origem e formação
Alexandre III nasceu em Siena, na Itália, por volta do ano 1100.
O seu nome de nascimento era Rolando Bandinelli.
Recebeu excelente formação em teologia e direito canónico, tornando-se um dos mais respeitados juristas da sua época.
Antes da sua eleição para o papado, serviu como cardeal e desempenhou importantes funções diplomáticas ao serviço da Santa Sé.
Eleição e início do cisma
Após a morte de:
Adriano IV
Rolando Bandinelli foi eleito Papa em 1159, adoptando o nome de Alexandre III.
Contudo, uma minoria de cardeais apoiada pelo imperador:
Frederico I Barbarossa
elegeu um rival, iniciando um longo cisma.
O primeiro dos antipapas foi:
Vítor IV
que seria seguido por outros pretendentes apoiados pelo Império.
Conflito com Frederico Barbarossa
Grande parte do pontificado de Alexandre III foi dominada pela luta contra Frederico Barbarossa.
O Papa defendia a autonomia da Igreja e a superioridade da autoridade espiritual nas questões religiosas.
O imperador procurava aumentar a sua influência sobre a Itália e sobre o próprio papado.
Durante vários anos, Alexandre III foi obrigado a viver fora de Roma devido às pressões políticas e militares.
Apoio internacional
Apesar das dificuldades, Alexandre III recebeu o reconhecimento da maioria dos reinos europeus.
Entre os seus aliados encontravam-se:
- Luís VII
- Henrique II
O apoio destes monarcas foi decisivo para enfraquecer os antipapas.
O caso de Tomás Becket
Durante o pontificado de Alexandre III ocorreu o famoso conflito entre:
Tomás Becket
e o rei Henrique II de Inglaterra.
Após o assassinato de Becket em 1170, Alexandre III apoiou a sua canonização.
Tomás Becket tornou-se um dos santos mais venerados da Europa medieval e símbolo da independência da Igreja perante o poder real.
A vitória sobre o Império
Em 1176, as forças da:
Liga Lombarda
derrotaram Frederico Barbarossa na:
Batalha de Legnano
Esta derrota enfraqueceu a posição imperial.
No ano seguinte, foi assinada a:
Paz de Veneza
na qual o imperador reconheceu Alexandre III como Papa legítimo.
Terceiro Concílio de Latrão
Em 1179, Alexandre III convocou o:
Terceiro Concílio de Latrão
Entre as suas decisões mais importantes esteve a regra segundo a qual a eleição de um Papa exigiria o apoio de dois terços dos cardeais, norma que permanece na essência do sistema actual.
Morte
Alexandre III faleceu em 1181, em Civita Castellana, Itália.
Foi sucedido por Lúcio III.
Legado
O legado de Alexandre III é extraordinário.
Derrotou os antipapas, resistiu ao poder imperial, fortaleceu a autoridade papal e promoveu importantes reformas jurídicas e administrativas.
Foi um dos pontífices mais influentes da Idade Média.
Conclusão
Assim, o centésimo sexagésimo oitavo Papa da Igreja Católica é recordado como um dos grandes defensores da independência da Igreja. Alexandre III enfrentou um dos mais poderosos imperadores medievais, venceu um longo cisma e consolidou a posição do papado como uma das instituições centrais da Europa cristã. O seu pontificado marcou o auge da afirmação da autoridade papal no século XII.
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