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"Clemente IV: o Centésimo Octogésimo Primeiro Papa da Igreja Católica"

Após a morte de Urbano IV, a Igreja de Roma elegeu Clemente IV , reconhecido como o centésimo octogésimo primeiro Papa da Igreja Católica e sucessor de Urbano IV na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre 1265 e 1268 e ficou sobretudo marcado pela ascensão de Carlos de Anjou , pela derrota definitiva dos Hohenstaufen na Sicília e pela tentativa de preservar a influência papal sobre os territórios italianos. Origem e formação Clemente IV nasceu por volta de 1190 , em Saint-Gilles , no sul da França. O seu nome de nascimento era Guy Foulques . Antes de entrar na vida religiosa, teve uma carreira como jurista e exerceu funções ao serviço da administração francesa. Casou-se e teve filhos; depois da morte da sua esposa, entrou na vida eclesiástica. Esta passagem de uma vida familiar e secular para o sacerdócio torna a sua biografia particularmente singular entre os papas medievais. Foi ordenado sacerdote, tornou-se bispo de Le Puy e posteriormente arcebispo de Narbona. Em 126...

"Urbano IV: o Centésimo Octogésimo Papa da Igreja Católica"

Após a morte de Alexandre IV, a Igreja de Roma elegeu Urbano IV , reconhecido como o centésimo octogésimo Papa da Igreja Católica e sucessor de Alexandre IV na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre 1261 e 1264 e, embora relativamente breve, ficou marcado por acontecimentos de enorme importância religiosa e política: a instituição da festa do Corpus Christi , o esforço para fortalecer a presença papal na Itália e a preparação de uma nova cruzada. Origem e formação Urbano IV nasceu por volta de 1195 , em Troyes , na França. O seu nome de nascimento era Jacques Pantaléon . Era filho de um sapateiro, tendo uma origem social bastante mais modesta do que muitos dos papas medievais. Estudou teologia e direito eclesiástico e entrou ao serviço da Igreja. A sua competência levou-o a ocupar importantes cargos diplomáticos. Foi enviado como legado papal para várias regiões da Europa e acabou por ser nomeado Patriarca Latino de Jerusalém . A experiência adquirida no Oriente seria p...

"Não há mistério nenhum na forma como escrevo"

Há quem procure uma explicação escondida na forma como escrevo. Porque digo “tu” . Porque digo “nós” . Porque faço perguntas. Porque começo muitas vezes com um “sabias?”, um “sabes?” ou um “talvez”. Porque falo directamente com quem está a ler, como se estivesse sentada diante dessa pessoa, numa mesa, numa conversa demorada, em vez de escrever para uma multidão anónima. E talvez seja melhor esclarecer isto de uma vez: não há mistério nenhum. Não existe código. Não existe mensagem secreta. Não estou necessariamente a escrever para uma determinada pessoa só porque utilizo a segunda pessoa. Não estou a transformar cada texto numa indirecta. E muito menos tenho a pretensão de conhecer a vida de quem lê. Estou simplesmente a escrever como um ser humano fala com outro ser humano. E faço-o deliberadamente. Quando digo “tu” , estou a aproximar. Quando digo “nós” , estou a incluir-me. Quando digo “eu” , assumo a experiência como minha. São três lugares diferentes dentro da mesma conversa. O “eu...

"CSI FACEBOOK"

Há fotografias que uma pessoa publica sem imaginar que está, na realidade, a entregar ao Facebook material suficiente para uma investigação criminal de longa duração. Eu publiquei uma fotografia de biquíni, numa piscina, durante uns dias de descanso, e escrevi: «Voltei mais descansada, branca e com mais curvas.» Na minha cabeça, isto era uma frase sobre as minhas férias . Na cabeça de algumas pessoas, aparentemente, era o primeiro capítulo de uma série documental: CSI Facebook — Unidade Especial Curvas, Biquínis, Piscinas, Homens Imaginários e Vida Alheia. Começaram as perguntas. Quem pagou? Quem me levou? Com quem fui? Havia algum homem? De onde vieram as curvas? Como é que uma mulher de 47 anos ainda se atreve a usar biquíni? Quem financia a minha vida? E, como se isso não bastasse, apareceu ainda a modalidade mais avançada da investigação: reconhecimento de espaços. Reconheceram o quintal. Reconheceram a piscina. Reconheceram o local. E aqui preciso de fazer uma...

"Eu não sou aquilo que disseram de mim"

Lamento muito, mas há uma coisa que já não faço: acreditar automaticamente naquilo que dizem de mim. Não porque me considere acima da crítica. Não porque ache que não erro. Não porque tenha atingido alguma espécie de perfeição moral que me permita dispensar o olhar dos outros. Muito pelo contrário. Aprendi a escutar. Aprendi a rever-me. Aprendi a reconhecer quando erro, quando magoo, quando me precipito, quando interpreto mal, quando poderia ter feito melhor. Mas existe uma diferença imensa entre escutar uma crítica e entregar-lhe a autoridade para definir quem somos . E essa diferença custou-me anos a compreender. A pessoa que sou hoje não apareceu por geração espontânea. Não nasceu pronta. Não foi construída pela aprovação alheia. Foi uma vida inteira de investimento. Foi feita de quedas, escolhas, perdas, leituras, silêncio, perguntas, erros, recomeços, pessoas que me ensinaram pelo amor e outras que me ensinaram precisamente pelo contrário. Foi feita daquilo que me aconteceu, mas s...

"A menina que fui e a mãe que hoje sou"

A minha filha encontrou as minhas notas do período escolar. E eu confesso: foi uma pequena viagem no tempo. Ali estavam elas, referentes ao ano lectivo de 1997/98 , quando eu ainda era apenas uma rapariga a aprender a ser pessoa, muito antes de imaginar a mulher, a mãe e tudo aquilo que a vida haveria de fazer de mim. As classificações? Máximas. Sim, máximas. Parece que, academicamente, a coisa estava muito bem encaminhada. Mas depois chegam as apreciações dos professores. E aí… bom. Aí encontro-me. Talvez até demasiado. Porque há coisas que o tempo não apaga; apenas nos ensina a interpretá-las com maior ternura. Numa das apreciações pode ler-se: “Participou manifestando desinteresse nas actividades que foram programadas.” Noutra: “Teve bom aproveitamento em todas as áreas do programa, mas faz os trabalhos imperfeitos para acabar rapidamente.” Até aqui, confesso, começo a reconhecer uma certa familiaridade. Mas depois vem a parte verdadeiramente extraordinária: “Conhece bem todas as re...

"A lei que talvez devêssemos ensinar primeiro"

Há uma pergunta que me acompanha há muito tempo: porque é que passamos anos a aprender as leis que governam a matéria e tão pouco tempo a aprender as leis que governam o pensamento? Na escola estudamos o universo com um rigor admirável. Descobrimos que a natureza obedece a princípios extraordinariamente elegantes e que o mundo não funciona ao sabor das nossas opiniões. Aprendemos a observar, a medir, a experimentar e a demonstrar. Aprendemos Lavoisier, Newton, a Termodinâmica, Kepler, Pascal, Ohm, Mendel e tantos outros. E ainda bem. Porque compreender estas leis é compreender um pouco melhor a ordem escondida do universo. Mas existe uma lei moderna que raramente entra numa sala de aula e que talvez devesse ser ensinada logo no primeiro ciclo: a Lei de Brandolini . Não é uma lei da Física nem da Química. É uma lei da inteligência humana. Antes de lá chegar, vale a pena recordar aquilo que tantas gerações aprenderam. As leis que explicam o mundo Lei de Lavoisier — Conservação da massa “...