"O Mundo Não Precisa Apenas de Pessoas Extraordinárias. Precisa de Famílias Inteiras."
Vivemos numa época singular da história da humanidade. Nunca tivemos tantas possibilidades de comunicar e, paradoxalmente, nunca foi tão frequente a incapacidade de criar verdadeira comunhão. Multiplicámos os meios de contacto, mas empobrecemos, muitas vezes, a qualidade da presença. Conseguimos chegar a milhares de pessoas com um simples gesto sobre um ecrã, mas há quem já não consiga permanecer, durante dez minutos, totalmente disponível para escutar quem vive do outro lado da mesa. Esta é uma das grandes contradições do nosso tempo. Aprendemos a ser acessíveis ao mundo inteiro, mas tornámo-nos, por vezes, inacessíveis àqueles que mais necessitam de nós. Vivemos numa cultura onde a visibilidade adquiriu um valor quase absoluto. Mede-se o impacto pelo número de seguidores, de visualizações, de partilhas, de reacções. A lógica da performance infiltrou-se silenciosamente na forma como compreendemos o sucesso. Produzir mais. Estar em todo o lado. Responder rapidamente. Ser relevante. ...