"Agradecimento com Humor Sarcástico e Realista"
Quem diria, hein?
Eu a escrever neste cantinho como quem manda cartas para o universo…
e o universo afinal responde.
Não sei muito bem em que momento este espaço deixou de ser apenas meu,
para passar a ser nosso,
mas olha… aconteceu.
E pelos vistos, aconteceu bem.
Porque eu até faço a desentendida:
— “Ai, visualizações? Eu nem vejo…”
Claro.
Depois lá está o meu dedo maroto a atualizar a página de estatísticas como quem não quer a coisa.
Ontem? 2314.
Este mês? 31 mil.
De sempre? Quase 200 mil.
E eu aqui a fingir que números não me dizem nada,
mas quando aparecem aos pontapés,
desculpem lá…
sou humana, não sou santa!
Se dissesse que não fico com o ego a fazer alongamentos, estava a mentir descaradamente.
Afinal, para quê meter as visualizações ali?
Para decoração?
Para saber se os meus pais estão a vir cá em loop?
Para confirmar que a NSA me segue?
Não, não.
É porque é bom para caraças ver que há quem leia, quem volte, quem entenda e quem se identifique.
E não são só números:
São os comentários que chegam a horas indecentes,
são os emails — centenas — a agradecer, a partilhar histórias, a chorar comigo, a rir da minha loucura saudável,
são os seguidores que aparecem sem eu pagar publicidade ou vender a alma numa pirâmide de marketing.
É a prova viva de que este espaço não é só texto:
é companhia,
é catarse,
é terapia low-cost,
é liberdade com sotaque próprio.
Por isso:
Obrigada a quem lê.
Obrigada a quem não lê, mas visualiza na mesma — também contam.
Obrigada aos que concordam, aos que discordam, aos que vêm por curiosidade, aos que ficam por empatia.
Prometo continuar:
a escrever verdades,
a rir de mim própria,
a pôr sarcasmo na manteiga da tosta
e a transformar desabafos em poesia torta.
Sigam, comentem, desapareçam, voltem…
façam a vossa cena:
eu cá continuo a fazer a minha.
Com carinho (e com estatísticas a brilhar),
a dona deste espaço que nunca pretendeu ser famosa…
…mas que também não se importa nada se acontecer.

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