"Dúvidas..."
Duvidaram.
Duvidaram de tudo.
Duvidaram de mim com aquela convicção inflada de quem nunca produziu nada, mas adora sentenciar os méritos alheios.
Disseram que eu escrevia lixo.
Que o que eu fazia não ia chegar a lado nenhum.
Que ninguém ia perder tempo com as minhas palavras.
181.727 visualizações de sempre.
Repito: cento e oitenta e um mil setecentos e vinte e sete olhos que passaram por aqui e decidiram que lixo afinal era o juízo precipitado de quem duvidou.
E não fica por aqui.
Hoje: 1.402 visualizações.
Ontem: 1.307 visualizações.
Ou seja, enquanto certas pessoas desperdiçam energia a subestimar-me, há mais de mil pessoas por dia que decidem fazer o contrário: clicar, ler, voltar.
Este mês: 16.413 visualizações.
No mês anterior: 18.300 visualizações.
Os números falam tão alto que até dá para ouvir daqui a cara a estalar dos que me julgavam irrelevante.
Porque, sejamos honestos:
Visualizações não nascem do ar.
Não se inventam com desejo.
Não se fabricam com veneno.
Surgem porque há quem leia.
Surgem porque há interesse, há curiosidade, há impacto.
Enquanto alguns apostavam no meu silêncio, a Internet apostava na minha voz.
Enquanto torciam para que eu me calasse, as estatísticas continuavam a subir em silêncio.
Uma ironia deliciosa: eles duvidavam… e os números acumulavam.
Agora talvez digam que 1.402 visualizações num único dia é pouco.
Pois que façam melhor.
Publiquem uma vírgula e depois venham conversar com dados na mão. Eu espero sentada — a escrever mais um texto que amanhã terá mais mil leituras.
E eis a verdade que mais dói a quem torceu contra mim:
Eu cresci.
Sem autorização.
Sem pedir conselhos.
Sem precisar que acreditassem.
E por cada visualização que entra, entra também uma nova derrota para quem desejou o meu fracasso.
Podem continuar a dizer que o que escrevo “não presta”.
Podem continuar a fingir que não veem os números que brilham como um holofote no ego deles.
Podem continuar na ilusão confortável de que eu não sou nada.
Porque há uma diferença eterna entre nós:
🔹 Eles falam da minha escrita sem nunca terem construído a deles.
🔹 Eu escrevo — e o mundo lê.
E agora, deixo a pergunta que incomoda, a que rasga, a que não tem como contornar:
Vão duvidar do quê a seguir?
Do hoje?
Do ontem?
Do mês inteiro?
Da matemática?
Do facto de que a realidade atropelou as expectativas deles sem sequer abrandar?
Podem tentar.
Duvidar é o passatempo favorito de quem não sabe criar.
Mas a cada número que sobe, a cada leitor que entra, a cada visualização que se soma…
…fica provado que o único lixo aqui
foi a previsão deles.
E o mais cruel de tudo?
Eu ainda estou no início.
A humilhação estatística
vai continuar.

Comentários
Enviar um comentário