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"A Solidão Não É o Nosso Maior Medo. O Maior Medo É Encontrarmo-nos".

Há uma ideia profundamente enraizada na cultura contemporânea que raramente é questionada: a de que o pior destino de um ser humano é ficar sozinho. Talvez não seja. Talvez o verdadeiro receio nunca tenha sido a solidão. Talvez sempre tenha sido o encontro inevitável connosco próprios. Reparemos com atenção. Quantas das decisões mais infelizes da nossa vida nasceram verdadeiramente da maldade? Muito poucas. A esmagadora maioria nasceu de outro lugar muito mais silencioso: do medo. Do medo de perder. Do medo de ser abandonado. Do medo de não voltar a ser escolhido. Do medo de não pertencer. Do medo de enfrentar uma casa vazia, um telemóvel silencioso ou um jantar sem companhia. É curioso. O ser humano suporta guerras, crises, doenças, fracassos e perdas extraordinárias. Mas basta imaginar a possibilidade de permanecer sozinho durante algum tempo para sentir uma angústia quase insuportável. E é precisamente aqui que começam muitas das grandes tragédias afectivas. Aceitam-se relações onde...

"O “Se” Português: a Palavra que Vive Duas Vidas, Três Funções e Nenhuma Vergonha"

Há palavras na língua portuguesa que vivem vidas simples. “Casa”, por exemplo, é casa. “Livro” é livro. “Mesa” é mesa, e raramente tenta ser outra coisa ao fim de semana. E depois existe o pequeno “se”. Que decidiu, em algum momento da evolução da língua, que uma função só era demasiado pouco para o seu talento. O “se” não é uma palavra. É um departamento inteiro. Um ministério gramatical disfarçado de sílaba. E, como qualquer instituição com demasiadas competências, provoca confusão com uma regularidade quase admirável. O “se” condicional: o diplomata Este é o mais educado. O mais civilizado. O que abre portas sem fazer barulho. Exemplo: Se chover, fico em casa. Aqui o “se” é uma condição. Uma hipótese. Uma espécie de acordo provisório com o universo. É o “se” que diz: “Se isto acontecer, então aquilo acontece também.” Tudo equilibrado. Tudo lógico. Tudo relativamente pacífico. Este “se” é o funcionário exemplar da língua portuguesa. Não levanta problemas...

"Alexandre III: o Centésimo Sexagésimo Oitavo Papa da Igreja Católica"

Após a morte de Adriano IV, a Igreja de Roma elegeu Alexandre III , reconhecido como o centésimo sexagésimo oitavo Papa da Igreja Católica e sucessor de Adriano IV na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre os anos 1159 e 1181 da era cristã e foi um dos mais longos e influentes do século XII. Alexandre III enfrentou imperadores, antipapas e conflitos políticos, mas saiu vitorioso, fortalecendo significativamente a autoridade do papado na Europa medieval. Origem e formação Alexandre III nasceu em Siena , na Itália, por volta do ano 1100 . O seu nome de nascimento era Rolando Bandinelli . Recebeu excelente formação em teologia e direito canónico, tornando-se um dos mais respeitados juristas da sua época. Antes da sua eleição para o papado, serviu como cardeal e desempenhou importantes funções diplomáticas ao serviço da Santa Sé. Eleição e início do cisma Após a morte de: Adriano IV Rolando Bandinelli foi eleito Papa em 1159 , adoptando o nome de Alexandre III. Contudo, ...