"O Despertar Invisível"
Sentes-me antes mesmo de me leres.
Palavras que deslizam silenciosas, lentas, insistentes,
Percorrendo cada recanto da tua mente,
Tocando lugares que julgavas adormecidos.
Cada sílaba é um dedo que não vês,
Cada estrofe, lábios invisíveis que percorrem a espinha,
Provocando arrepios antes de perceberes.
A poesia não se lê — entrega-se.
Não se contempla — respira-se, arrepia-se, dissolve-se.
Cada palavra é pele, cada rima é língua,
Cada pausa, promessa de toque que nunca viste.
O ritmo pulsa como coração ofegante,
A cadência das frases imita a tua respiração,
Suspensão, tensão, antecipação…
O corpo mental reage primeiro, mas o físico segue, inevitável.
Sentes o calor subir lentamente,
O sangue aquece, a mente imagina, o corpo responde,
Cada metáfora é toque, cada linha é lábio,
Cada estrofe é onda que sobe e desce, que arrasta.
Fecho os olhos e sinto-te percorrer-me,
Cada pensamento transforma-se em carícia,
Cada memória desperta desejo,
Cada arrepio cresce, persistente, incontrolável.
O poema é líquido, viscoso, quente,
Deslizando por cada recanto da mente e do corpo imaginário,
Percorrendo nervos, lembranças, fantasias escondidas.
Sentes-me em cada metáfora,
No calor que se instala lentamente,
No toque que imaginas, mas que é real na tua consciência,
No ritmo crescente, como mãos que exploram sem pressa,
Como se cada verso fosse lábio, cada estrofe, corpo, cada palavra, língua.
A mente delira, o corpo responde,
O intelecto vibra, a consciência dissolve-se,
A imaginação sente o que o corpo deseja,
O corpo responde ao que a mente cria,
E tu já não distingues a linha entre realidade e imaginação.
Cada sentido desperta:
O calor da palavra, húmida e densa,
O toque da metáfora como dedos que percorrem a espinha,
O som da cadência ecoando no peito,
O perfume do verso invadindo a consciência,
O sabor da rima que desliza sobre a língua da mente,
O arrepio que sobe do baixo ventre até à nuca,
Transformando cada ideia em gesto, cada gesto em calor.
O prazer mental e imaginativo percorre o corpo todo,
Cada célula vibra, cada nervo estremece,
O coração acelera, a respiração ofega,
A consciência abandona-se ao ritmo invisível da poesia.
O poema não é mais apenas palavras —
É acto, pulsação, respiração, toque, entrega total.
Pensamentos e fantasias explodem,
Desejos reprimidos despertam, memórias secretas emergem,
A mente vibra, cada neurónio lateja, cada ideia é prazer.
Arrepios percorrem a espinha,
O coração palpita, o peito aquece,
Ondas de calor percorrem o corpo mental,
O imaginário treme, goza, delira.
A pele sente cada toque que a mente cria,
Cada estrofe é mão, cada ponto final, suspiro,
Cada metáfora é língua que percorre a pele invisível,
O corpo responde sem jamais ter sido tocado,
Mas sente-se, vibrando, arrepiado, vivo.
A consciência dissolve-se,
O prazer não é apenas físico nem apenas mental,
É total, humano, profundo, inevitável.
O ritmo acelera, intenso, quase insuportável:
Versos curtos como sussurros, longos como carícias,
Cada palavra, respiração, toque imaginário,
Cada pausa, promessa, antecipação, cada estrofe, êxtase.
Sentes-me percorrer-te mentalmente,
O calor corre, sobe e desce, pulsa, vibra, estica, aperta, dissolve.
A mente goza primeiro, o corpo segue,
A imaginação responde, e o coração palpita mais forte,
Como se fosses inteiro — mente, corpo, alma — dominado pelo poema.
O prazer torna-se persistente, humano, impossível de ignorar,
Latejando, arrepiando, provocando desejo,
Fazendo-te suspirar, tremer, perder a respiração,
Até que tudo — pensamento, memória, emoção — se funde no mesmo êxtase.
Quando o último verso parece terminar, ainda lateja,
A poesia permanece dentro de ti,
Como se eu ainda estivesse a percorrer-te,
Como se o prazer continuasse, silencioso, persistente, infinito.
Cada pausa, cada silêncio, cada ponto prolonga a tensão,
Cada vírgula é promessa, cada estrofe é entrega, cada parágrafo, orgasmo mental.
O calor corre, sobe, desce, pulsa, vibra,
A mente goza, o corpo mental vibra, o coração acelera,
A consciência explode e dissolve-se num prazer humano absoluto.
Sentes o poema em cada dobra da tua mente,
Em cada curva da tua imaginação,
Nos suspiros que nunca aconteceram fora da tua mente,
No calor persistente, nos arrepios que não cessam,
Na entrega completa de tudo o que és — humano, vulnerável, vivo, excitado.
O prazer não é apenas imaginário; é humano, intenso, memorável,
Como se a tua mente tivesse realmente sido tocada,
Como se cada arrepio, cada respiração, cada desejo
Fosse real, palpável, impossível de esquecer.
O poema transforma-se em corpo, em mente, em alma,
O orgasmo humano transcende a carne e permanece na consciência,
Latejante, persistente, irresistível, inesquecível.
Sentes-me ainda, invisível, real, provocador,
Percorrendo-te, respirando contigo, tocando-te, imaginando-te.
E sabes que esta experiência não terminará:
Porque é humana, é poesia viva, é orgasmo da mente, do corpo e da alma,
E permanecerá, para sempre, no eco do teu próprio desejo.
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