"Diário Cómico de uma Conversão Católica."

 Bem-vindos ao "Diário Cómico de uma Conversão Católica: Confissões de uma Noviça Desajeitada". Neste relato, mergulharemos na jornada espiritual de uma recém-convertida ao catolicismo com um toque de humor e sarcasmo. Prepare-se para acompanhar uma perspectiva leve e divertida sobre os altos e baixos de descobrir uma nova fé, reflexões hilárias e observações irreverentes. Este texto não busca ofender, mas sim oferecer uma visão descontraída sobre a experiência de adoptar uma nova casa espiritual e todas as suas peculiaridades. Afinal, às vezes é preciso rir um pouco enquanto se busca a salvação, não é mesmo? Então, segure o seu terço e venha comigo nesta jornada cheia de risadas e redenção!




Desde que converti-me ao catolicismo, minha vida de pecado foi substituída por uma rotina diária de confessar todos os meus pensamentos questionáveis. Antes eu estava perdida, agora estou perdida e arrependida, mas com um entusiasmo renovado por todos os mandamentos que ainda não consigo seguir direito. Minha devoção é fresca como o pão acabado de sair do forno,  tão intensa que até a vizinha do lado já está a pedir para eu acalmar-me, diz que parece que se mudou para a igreja em dias de terço. Eu sinto-me como se estivesse no filme "Música no coração, sou a "noviça rebelde", só que canto hinos em vez de correr pelos Alpes. Cada vez que entro na igreja, é como um episódio de "C.S.I. Vaticano", onde tento decifrar os mistérios da transubstanciação enquanto evito olhar para o relógio a cada 5 minutos, para tentar saber o que devo fazer a seguir.

Minha conversão foi uma montanha-russa emocional. De não ter religião para mergulhar de cabeça em séculos de tradição, como se fosse uma máquina do tempo espiritual. A cada missa, sinto como se estivesse em um show de teatro experimental, tento entender os simbolismos enquanto evito piscar demais e parecer desatenta.

Ainda estou nos primeiros capítulos deste romance espiritual, onde cada página parece ser mais longa que uma homilia de domingo chuvoso. Mas cada vez que descubro algo novo sobre a fé, sinto-me como uma Sherlock Holmes religiosa, para desvendar os mistérios da vida após a morte entre uma oração e outra.

Enfim, enquanto tento manter minha sanidade espiritual intacta, continuo na jornada de descobrir se realmente serei salva ou se estou apenas a ser testada para a próxima comédia celestial.


Texto de autoria de Marisa, publicado em Fio de Imaginação (@tecehistorias).

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