Antiga professora

Eu sou uma pessoa justa, íntegra e igualitária, não tenho problema em pedir desculpas ou retratar algo que embora verdadeiro não está clarificado, muitos encarregados da escola onde a senhora professora leciona lêem e falam comigo pelo WhatsApp fica aqui uma explicação. Escrevi alguns textos sobre a antiga professora de meu filho. Admito que a senhora não possui apenas defeitos, mas escrevi num momento em que acreditei que ela tinha feito algo muito errado, algo que feriria a mim como mãe e à minha família. Escrevi o que sentia em um período conturbado da minha vida, más notícias, tudo aconteceu. Suas atitudes e posição foram exatamente como descrevi, ainda que ela tivesse pensado que eu havia feito uma queixa, nunca deveria ter colocado ou alterado a relação com meu filho. Ela não precisava ter tomado a posição que tomou; eu a respeitaria. Não precisava mentir, dissimular, agir com falsidade. Bastaria dizer diretamente, e eu ficaria apenas magoada, sentiria-me traída, mas teria a oportunidade de esclarecer, a senhora apenas deu me a conhecer como via-me, alguém que disponibiliza tudo e diz que colabora no que for necessário para a resolução e mesmo assim é impedida de se defender. Lamento dizer, não querem ver, é realmente pouco inteligente. 

Se ela tivesse sido honesta e sincera, sem espalhar rumores e boatos, sem se empenhar tanto em denegrir meu nome e dar-me a fama de deturpar fatos, quando desde o início busquei esclarecer, as coisas teriam sido diferentes. Suas respostas defensivas e acusatórias levaram a um embate, pois eu recebia informações corretas sobre o que supostamente se passava, e ela negava. Como falar com alguém na defensiva onde tudo o que eu dizia era um ataque, cada mensagem era interpretada pelos olhos da desconfiança. Eu não entendia, como comunicar com a senhora. Cada ação tem uma reação, eu reagia. A desavença, desentendimento ou mal entendido não precisava ser colocado como um problema meu, especialmente na frente do meu filho ou de seus colegas o que a senhora pensa que isso transmitiu para os colegas. Seu afastamento e atitudes foram desnecessários. Quando disse que estava tudo bem entre ela e meu filho, ficou claro que ela nem sequer notava que ele estava triste, diferente, e não estava bem, demonstra que nem sequer o via.

Admito que eu não deveria ter permitido essa aproximação. Foi um erro crasso da minha parte,  nem eu nem meu filho deveríamos ter passado por isso. Se não fosse por esse erro, talvez ela ainda fosse a professora atual. Sei que ela tem suas qualidades e é uma ótima influência e professora para os demais alunos, não para o meu. No entanto, estou muito satisfeita com a nova professora de meu filho e com a diretora da escola, sempre cordial, simpática, acessível, muito carinhosa e compreensiva com ele. É ele que importa, nunca fez diferença entre os encarregados de educação.

Lamento que a antiga professora tenha sofrido uma injustiça e que não me tenha dado o direito de defesa. Lamento que ela não soubesse que eu a teria defendido e estaria ao seu lado. Agora, subscrevo o que escrevi porque vi suas atitudes e, analisando sob a perspectiva do outro, reconheço os erros cometidos. Minha visão foi de uma mãe que viu seu filho sofrer, de uma mulher que se opôs ao marido por acreditar na lealdade e não transferiu seu filho na hora certa.  Mas a professora mereceu isso? Não! Uma injustiça é sempre uma injustiça, tanto com a antiga professora quanto comigo. Não detalharei até onde foi a injustiça cometida por ela, não darei munições para as mentes doentes que estão por perto, mas afirmo que nunca fiz ou faria o mesmo. Como a antiga professora disse uma vez, sabe em quem pode confiar, nunca pôs em causa confiar em mim, desconfiou na primeira oportunidade sem piscar os olhos, será que sabe como o outro se sente, quando sabe que está inocente. Confirmou tudo, ficou tudo esclarecido. Alguém que lida com outros, diz uma coisa, tem uma atitude, não dá direito a defesa e após diz que sabe em quem pode confiar, tira todas as dúvidas que existiam sobre o passado. Agradeço imensamente por isso. Tenho consciência tranquila, não fiz nada contra a senhora nunca.

Escrevo este texto para que todos os leitores saibam que a antiga professora não possui apenas defeitos, assim como eu e todos nós. Houve momentos em que falámos, rimos e partilhamos experiências gratificantes, e sou grata por isso, embora as más experiências sempre prevaleçam.  Como se diz, Deus escreve certo por linhas tortas, e acredito que, após tudo isso, meu filho está muito melhor, eu sei como a senhora via-me e prefiro uma verdade dita na cara do que mil elogios falsos.

 Espero que compreendam tudo diz respeito só aos intervenientes, eu tenho defeitos a senhora tem, todos temos, se quando tudo começou a postura da antiga senhora professora fosse a que eu tive nada seria igual, optou por afastar qualquer tipo de esclarecimento.  Se eu a magoei com palavras atitudes ou alguma ação peço perdão muito sinceramente, que continue e não ligue aos ruídos. Isto é a última coisa que faltava fazer para terminar meu exame de consciência. Estou pronta para aproveitar meu tempo sem nada por fazer ou dizer. Como católica perdoei e pedi perdão. 

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