"Pesadelo"

Após um pesadelo que perturbou tanto a mim quanto ao meu filho, acordamos juntos, os dois ao mesmo tempo, ainda sentíamos os resquícios do terror que nos assaltou durante a noite. Sem lembranças claras do que vivemos nos sonhos, decidimos simplesmente escrever sobre a experiência compartilhada, embora ele não goste de escrever, concordou. Sentados lado a lado, cada um com um caderno em mãos, começamos a registrar as sensações e os sentimentos que aquele pesadelo nos trouxe. O silêncio era palpável enquanto tentávamos capturar em palavras a estranheza e o desconforto que ainda ecoavam em nossas mentes. À medida que os minutos passavam e nossas canetas deslizavam pelo papel, uma atmosfera de mistério e intriga  instalava-se ao nosso redor. Mesmo sem compreender completamente o conteúdo de nossos pesadelos, o ato de escrever juntos tornou-se uma forma de lidar com o desconhecido, de enfrentar juntos o que quer que estivesse nos afligido durante a noite. Talvez seja nosso subconsciente a descarregar devido às correria que tem sido, praias, batizado a consagração e os passeios pelos parques fora da terra, apanhar comboio e autocarro o cansado faz dessas coisas.

No fim das contas, não importava tanto o conteúdo específico do pesadelo, mas sim o fato de estarmos ali, unidos pela experiência compartilhada de enfrentar o desconhecido e transformá-lo em algo tangível através das palavras. Foi um momento de conexão profunda, onde a escrita serviu não só como uma forma de expressão, mas também como um vínculo emocional entre mãe e filho, fortalecido pela jornada conjunta através dos mistérios da mente humana.







 

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