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"A Arte Perigosa de Esperar"

Há pessoas que perdem alguém. E há pessoas que se perdem a si próprias enquanto esperam que alguém regresse. A diferença parece pequena. Mas muda uma vida inteira. No início, a espera parece um acto de amor. Parece nobre. Parece leal. Parece até uma demonstração de profundidade emocional. Esperamos porque acreditamos. Esperamos porque sentimos. Esperamos porque uma parte de nós recusa aceitar que algo tão importante possa terminar sem explicação, sem reparação ou sem um último capítulo capaz de dar sentido ao livro inteiro. E assim começamos a negociar com o tempo. Mais uma semana. Mais um mês. Mais uma conversa. Mais uma oportunidade. Mais uma hipótese. Mais um sinal. Mais um "talvez". É sempre o "talvez". Essa palavra extraordinária que consegue manter uma pessoa emocionalmente ocupada durante anos sem lhe oferecer absolutamente garantia nenhuma. O "talvez" é um arquitecto brilhante. Constrói castelos com tijolos que nunca existiram. Constrói futuros int...

"O Mercado das Exigências e o Défice de Autoavaliação"

Existe um fenómeno fascinante na condição humana: a facilidade com que avaliamos os critérios dos outros e a dificuldade com que avaliamos os nossos. Muitas pessoas perguntam-se porque não encontram um parceiro ou uma parceira "de valor". A questão é legítima. O problema raramente está na pergunta. Está na ausência da pergunta seguinte. Tenho eu o valor que procuro? Esta é a parte da conversa onde o silêncio costuma entrar na sala. Porque é relativamente fácil elaborar listas de exigências. É mais difícil transformar-se na pessoa capaz de corresponder a essas mesmas exigências. Há homens que desejam uma mulher inteligente, mas sentem-se ameaçados quando ela pensa de forma autónoma. Desejam uma mulher culta, mas não suportam ser contrariados por alguém que estudou mais. Desejam uma mulher emocionalmente equilibrada, mas recusam qualquer trabalho de autoconhecimento sobre si próprios. Desejam uma mulher disciplinada, mas vivem entregues à impulsividade. Desejam uma mulher madur...

"Pascoal II: o Centésimo Quinquagésimo Oitavo Papa da Igreja Católica"

Após a morte do Beato Urbano II, a Igreja de Roma elegeu Pascoal II , reconhecido como o centésimo quinquagésimo oitavo Papa da Igreja Católica e sucessor de Urbano II na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre os anos 1099 e 1118 da era cristã , sendo um dos mais longos do século XII. Pascoal II continuou as reformas iniciadas por Gregório VII e Urbano II, mas enfrentou duras lutas com os imperadores germânicos durante a continuação da Querela das Investiduras . Origem e formação Pascoal II nasceu por volta de 1050 em Ravena, na Itália. O seu nome de nascimento era Raniero (ou Rainerio) . Ingressou cedo na vida religiosa e tornou-se monge beneditino. A sua formação monástica marcou profundamente o seu estilo de governo, caracterizado pela simplicidade pessoal, disciplina espiritual e dedicação à Igreja. Eleição ao papado Após a morte de: Beato Urbano II os cardeais elegeram Raniero em 1099 . Ao assumir a Sé Apostólica, adoptou o nome de Pascoal II. A sua eleição gar...

"Beato Urbano II: o Centésimo Quinquagésimo Sétimo Papa da Igreja Católica"

Após a morte do Beato Vítor III, a Igreja de Roma elegeu Urbano II , reconhecido como o centésimo quinquagésimo sétimo Papa da Igreja Católica e sucessor de Vítor III na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre os anos 1088 e 1099 da era cristã e foi um dos mais influentes da Idade Média. Urbano II consolidou a Reforma Gregoriana, fortaleceu a autoridade papal e ficou sobretudo conhecido por ter convocado a Primeira Cruzada . Origem e formação Urbano II nasceu por volta de 1035 na região da Champanhe, em França. O seu nome de nascimento era Odo de Châtillon (ou Eudes de Châtillon). Pertencia à nobreza francesa e recebeu sólida formação religiosa. Ingressou na vida monástica e tornou-se prior da influente: Abadia de Cluny um dos principais centros de renovação espiritual da Europa medieval. Mais tarde tornou-se cardeal e colaborador próximo de: São Gregório VII Eleição ao papado Após a morte de: Beato Vítor III os cardeais elegeram Odo como Papa em 1088 . Ao assum...

"Beato Vítor III: o Centésimo Quinquagésimo Sexto Papa da Igreja Católica"

Após a morte de São Gregório VII, a Igreja de Roma elegeu Vítor III , reconhecido como o centésimo quinquagésimo sexto Papa da Igreja Católica e sucessor de Gregório VII na Sé de Roma. O seu pontificado decorreu entre os anos 1086 e 1087 da era cristã . Embora breve, desempenhou um papel importante na continuidade da Reforma Gregoriana e na preservação da unidade da Igreja durante um período de intensos conflitos com o Sacro Império Romano-Germânico. Origem e formação Vítor III nasceu por volta de 1027 , em Benevento, no sul da Itália. O seu nome de nascimento era Dauferio (ou Desidério de Monte Cassino). Pertencia a uma família nobre lombarda e recebeu excelente formação religiosa. Ainda jovem abandonou a vida aristocrática para ingressar no: Mosteiro de Monte Cassino onde se destacou pela sua espiritualidade, inteligência e capacidade administrativa. Mais tarde tornou-se abade do mosteiro e conduziu uma importante renovação religiosa e cultural. Um dos homens mais respeit...

"As Borboletas Têm Prazo de Validade"

Vivemos numa época curiosa. Uma época que transformou a paixão numa religião, as emoções em oráculos e as borboletas no estômago numa espécie de certificado oficial de compatibilidade amorosa. Conheço a teoria. Olhou. Sorriu. Sentiu um arrepio. O universo alinhou os planetas. Tocou uma música qualquer ao fundo. Fim da história. Ou melhor: início do equívoco. Porque a verdade é bem menos cinematográfica e muito mais interessante. A atração aproxima. A química aproxima ainda mais. Mas nenhuma delas sabe construir uma vida. A química cria proximidade. A maturidade cria permanência. E são coisas radicalmente diferentes. A atração é um acontecimento. O amor é uma decisão. A paixão aparece sem pedir autorização. O compromisso exige trabalho, consciência e uma quantidade surpreendente de paciência que raramente aparece nos filmes românticos. Aliás, se os relacionamentos dependessem apenas das famosas borboletas na barriga, a humanidade teria sido extinta há séculos por excesso de entomologia ...

"O Correio da Vida Tem Péssimo Serviço de Triagem"

Há uma característica particularmente irritante na existência humana: ninguém recebe exactamente aquilo que encomendou. A vida tem muitos talentos, mas a logística não parece ser um deles. Pedimos compreensão e recebemos críticas. Procuramos presença e encontramos ausências. Oferecemos confiança e, ocasionalmente, recebemos decepções embrulhadas em papel de cortesia. Há dias em que parece que o Universo contratou a empresa errada para gerir as entregas. E, no entanto, existe uma verdade simples que os anos me ensinaram: raramente escolhemos aquilo que nos chega às mãos, mas escolhemos quase sempre aquilo que decidimos colocar nelas antes de as estender aos outros. Não controlamos todas as circunstâncias. Não controlamos todas as pessoas. Não controlamos todas as perdas, injustiças ou desilusões. Aliás, se alguém descobrir como controlar completamente os seres humanos, agradeço que não me conte. A História demonstra que essas experiências costumam terminar mal. Mas existe um território ...