"Carta aberta"
Para que não exista interpretações erradas, mal entendidos e histórias rocambolescas. Despeço-me. Exma. Senhora Professora Teresa, à sua família ou a quem, porventura, vier a ler estas palavras, Não sei, na verdade, quem irá ler este e-mail. E talvez seja precisamente por isso que começo desta forma. Há momentos em que já nem sabemos exactamente para quem estamos a falar. Se para a pessoa directamente envolvida, para o esposo, para o filho, para alguém que acompanhou esta história de perto ou até para alguém que desconheço. Talvez, no fundo, esteja também a escrever para mim própria, porque há coisas que o tempo não apaga, mas ajuda-nos a compreender de outra maneira. O passado é exactamente isso: passado. E lamento que o passado esteja a ressuscitar. E hoje consigo olhar para aquilo que aconteceu com uma distância que, na altura, não tinha. Sei que inicialmente a culpei. Seria desonesto da minha parte fingir que não. Foi complicado conseguir retirar-lhe a totalidade da culpa e reconhe...