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"Os Santos"

 Como católica, a crença nos santos é uma parte essencial da nossa fé e da nossa compreensão do plano de Deus para a humanidade. Acreditamos nos santos porque eles são exemplos vivos do poder da graça divina em transformar vidas humanas, são intercessores junto de Deus e membros da Comunhão dos Santos, que é a união espiritual de todos os fiéis, vivos e falecidos, em Cristo. Em primeiro lugar, acreditamos nos santos porque eles são testemunhos vivos da santidade que Deus nos chama a alcançar. Os santos foram pessoas que, durante as suas vidas, responderam ao chamado de Deus com fé, amor e obediência, muitas vezes em circunstâncias difíceis ou até heroicas. Eles viveram o Evangelho de forma exemplar e, através das suas virtudes, mostraram-nos como seguir a Cristo com mais autenticidade e profundidade. São Paulo, por exemplo, exorta-nos a imitar aqueles que foram exemplos de fé: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (1 Coríntios 11:1). Os santos são também nossos...

"Virgem Maria"

 Amamos a Virgem Maria porque ela ocupa um lugar singular e insubstituível na história da salvação e na vida da Igreja. Como católica, vejo em Maria a mãe de Jesus Cristo, nosso Salvador, e, por extensão, a mãe de todos os fiéis. Este amor por Maria não é apenas uma devoção superficial, mas está profundamente enraizado na compreensão teológica e espiritual da sua missão e do seu papel no plano divino. Em primeiro lugar, Maria foi escolhida por Deus para ser a mãe do Seu Filho, o Verbo encarnado. O Evangelho de São Lucas narra que o anjo Gabriel anunciou a Maria que ela conceberia e daria à luz o Filho de Deus (Lucas 1:26-38). Ao aceitar livremente esta missão com as palavras "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lucas 1:38), Maria tornou-se co-participante no mistério da redenção. O seu "sim" é o modelo perfeito de obediência e fé, que todos os cristãos são chamados a seguir. Além disso, Maria é amada por ser a primeira e mais perfeita ...

"Idolatria"

 Sou uma mulher católica, considero de extrema importância esclarecer a questão frequentemente mal interpretada da idolatria no contexto da nossa fé. Muitos acusam os católicos de praticarem idolatria devido ao uso de imagens em nossa devoção. Contudo, essa acusação revela um profundo equívoco sobre a natureza e o propósito dessas imagens na nossa tradição religiosa. Primeiramente, quero sublinhar que, enquanto católicos, seguimos rigorosamente o primeiro mandamento, que nos ordena: "Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra" (Êxodo 20:3-4). Este versículo, frequentemente citado, é usado para condenar o uso de imagens, mas, para nós, o que importa é o entendimento completo do seu contexto e do que Deus realmente proíbe. A palavra "idolatria" refere-se à adoração de ídolos, de objetos ou de qualquer coisa que não seja o próprio De...

"Rezo."

 Caros leitores, permitam-me iniciar esta reflexão com a mente aberta e o espírito elevado, convidando-vos a acompanhar-me numa introspecção que transcende as banalidades do quotidiano. No âmago da minha essência, reside um princípio inabalável: jamais me permito ceder aos impulsos mesquinhos da inveja ou da depreciação alheia, mesmo quando confrontada com uma inteligência que me supera, uma estética que me encanta, ou uma virtude que me desafia. Quando me deparo com um ser dotado de uma mente brilhante, ao invés de proferir comentários pueris e fúteis, entrego-me ao exercício da auto-elevação. A sua inteligência é um farol que guia o meu próprio intelecto para horizontes mais vastos e mais profundos. Assim, rezo um Pai Nosso, não apenas como um pedido de proteção contra os sentimentos negativos que poderiam emergir, mas como um voto de gratidão por ter sido exposta a tal luminescência intelectual. Cada encontro com a genialidade é uma oportunidade de aprendizagem, um convite à hum...

"A barriga 😂😂😂😂"

 Estava eu, uma mulher cuja inteligência e bom gosto não conhecem limites, a ouvir uma cobra, não uma literal, claro está, mas uma figura metafórica de proporções sibilantes, a destilar palavras com a mesma suavidade com que o veneno percorre as presas de uma víbora. Era uma tentativa débil, ainda que enredada em falsidades, de manipular uma opinião sobre um assunto que, sinceramente, não me interessava minimamente. Não seria a primeira vez que me deparava com semelhante tentativa de persuasão, mas naquele dia, estava particularmente bem-disposta. O casaco da Ana Sousa e o vestido da Pull & Bear que envergava contribuíam para o meu bom humor, diga-se de passagem. Sempre tive o olho afiado para a moda, e aquele vestido, em particular, não era para qualquer uma. "Este vestido não é para quem tem barriga", soltei, com uma dose saudável de arrogância. O conselho, deixei-o no ar, como quem sabe que oferece uma pepita de ouro aos desprovidos. O problema começou quando uma das a...

"Os meus..."

 Eu, enquanto mulher que habita este vasto e complexo mundo, sempre me vi atraída pelas peculiaridades da condição humana. Com o passar dos anos, uma sabedoria fundamentada na doutrina católica, enriquecida pela psicologia, sociologia, e pelas profundas reflexões filosóficas, foi moldando a minha visão sobre a natureza das relações interpessoais. Reconheço que as imperfeições são inerentes à nossa condição; nelas, encontro a verdadeira essência do ser humano, que se desvela de maneira mais autêntica naquilo que não é polido nem perfeito. Acredito firmemente que a integridade e o coração são os pilares sobre os quais edifico as minhas relações. A integridade, enquanto virtude cristã, é um valor inegociável, pois é nela que se funda a confiança, essa pedra angular de qualquer ligação significativa. O coração, na sua vulnerabilidade e capacidade de amar, revela a nobreza do espírito humano, refletindo o mandamento maior que Cristo nos deixou: amar ao próximo como a nós mesmos. Recorro...

"A dama"

 Ei-la, a dama de falsos valores, Rainha do vazio, enredada em rumores, Traz nas vestes o brilho da farsa, Enquanto espalha veneno com a língua que não se cansa. Conta histórias sem nexo, tece intrigas sem fim, Pensa que com mentiras constrói seu jardim, Mas no fundo é só pó, sombra sem luz, Um vulto que a si mesma se reduz. Os que a cercam são espelhos partidos, Refletem-lhe sorrisos, mas são fingidos, Ri-se deles e eles de ti, Nesta dança hipócrita, onde ninguém é feliz. E tu, que presumes ter classe e poder, Não passas de uma sombra, vazia de ser, Por mais que te vistas de seda e ouro, És só mais uma no meio do coro. E eu, que de longe observo o teu show, Recuso-me a entrar nesse jogo vão, Pois tua baixeza, tua mentira, tua ilusão, Só te condena à própria solidão. ______________________________________________ Avaliação quantitativa (escala 0–10) Dimensão Nota Observações Estrutura poética 9 Organização em quadras consistente Coerência temática 9.5 Tema central bem mantido do in...