"Admiro porque"

 Eu admiro Maria porque nela encontro uma síntese rara e harmoniosa de qualidades humanas que considero profundamente belas. Admiro-a como mulher pela sua dignidade interior, pela sua humildade sem servilismo, pela sua fortaleza silenciosa e pela sua capacidade de permanecer fiel às suas convicções mesmo diante da incerteza e da dor. Admiro-a como esposa pela sua fidelidade, pela confiança e pela forma como viveu a comunhão e a responsabilidade partilhada. Admiro-a como mãe porque encarna uma maternidade que vai muito além do vínculo biológico: uma maternidade feita de presença, cuidado, sacrifício, perseverança e amor incondicional.

O que mais me impressiona em Maria é a união entre a ternura e a força. Ela não procura protagonismo nem poder, mas a sua influência atravessa séculos precisamente porque a sua grandeza nasce do carácter e não da posição que ocupa. Vejo nela uma inteligência espiritual profunda, capaz de acolher o mistério sem pretender dominá-lo, de reflectir sem perder a confiança e de permanecer firme sem endurecer o coração.

Admiro Jesus porque, na sua humanidade, encontro um ideal de plenitude humana. Impressiona-me a coerência absoluta entre aquilo que ensinava e aquilo que vivia. A sua força nunca se transforma em violência, a sua autoridade nunca se converte em autoritarismo, a sua inteligência nunca degenera em arrogância e a sua sensibilidade nunca se torna fraqueza.

Admiro a forma como tratava as pessoas. Não procurava explorar vulnerabilidades nem criar dependências. Aproximava-se dos outros com respeito, compaixão e genuína atenção à sua dignidade. Via valor onde muitos viam apenas falhas, exclusão ou sofrimento. As pessoas sentiam-se compreendidas, acolhidas e chamadas a ser melhores, não por medo ou imposição, mas pela força do exemplo que encontravam nele.

Admiro também a sua coragem intelectual e moral. Não evitava questões difíceis, não alterava a verdade para agradar aos outros e não abandonava os seus princípios perante a oposição. Ao mesmo tempo, demonstrava uma extraordinária capacidade de amar, perdoar e compreender as fragilidades humanas.

A minha admiração por Maria e por Jesus está profundamente ligada. Em Maria encontro um dos mais belos exemplos de feminilidade, fidelidade e amor humano. Em Jesus encontro a expressão mais elevada daquilo que o ser humano pode ser quando a verdade, a justiça, a compaixão e o amor se unem numa única vida. Ambos me inspiram porque revelam que a verdadeira grandeza não nasce do poder, da fama ou do domínio sobre os outros, mas da capacidade de viver com integridade, de servir com amor e de permanecer fiel ao bem mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

______________________________________________

© 2014–2026 TeceHistórias (Marisa). Todos os direitos reservados.

Os conteúdos deste blogue, incluindo textos originais, encontram-se protegidos pelo Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC) e demais legislação aplicável. É expressamente proibida a reprodução, cópia, transcrição, adaptação, publicação, distribuição, disponibilização pública ou qualquer forma de utilização, total ou parcial, por qualquer meio ou suporte, sem autorização prévia, expressa e escrita da autora. A utilização não autorizada poderá dar origem a responsabilidade civil e criminal nos termos da lei portuguesa da União Europeia.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Entre a morte e a memória"