"O Amor Que Fica… e o Amor Que Vai"
Amar é uma escolha. Não uma promessa de eternidade, mas um compromisso com a verdade. E a verdade é esta: o amor, quando é real, transforma, acolhe, resiste. Mas também… o amor pode acabar. E é preciso coragem para ver isso sem filtros nem ilusões.
O amor verdadeiro não precisa de palco, nem de palavras bonitas. Vive no silêncio que compreende, no abraço que sustenta, na presença que não desiste quando a vida treme. É fácil amar nos dias de sol — mas é quando chove dentro de ti, e alguém escolhe ficar, que percebes o que é o amor.
Quem ama de verdade fica depois de te ver nua de defesas, despida de certezas, descomposta nas tuas fragilidades. Fica quando o teu mundo colapsa em silêncios. Quando o teu sorriso falha. Fica não por perfeição, mas por escolha. Fica porque vê tudo em ti — a luz, mas também a sombra — e mesmo assim escolhe continuar.
Esse amor não é leve todos os dias. Mas é leve mesmo quando pesa. Porque não fere. Não trai. Não castiga. Constrói. Perdoa não como desculpa, mas como pontes. E dança contigo mesmo quando a música acaba. Mesmo quando só restam os cacos.
Mas o amor… ah, o amor também morre.
Às vezes silencioso, outras vezes gritando dentro do peito. Morre de ausência, de indiferença, de descuido. Morre quando deixas de ser vista. Quando o outro já não te toca com alma. Quando já não há diálogo, nem desejo, nem sonho comum. Só a rotina, o medo e a desculpa.
Ficar depois da morte do amor é cruel. É torturar-se todos os dias com a lembrança do que foi. É fingir que se está inteiro com o coração partido. É partilhar a cama e ainda assim dormir sozinha. É perder-se aos poucos, e calada.
E isso não é amor. É apego. É medo. É culpa. É tudo — menos amor.
O amor bonito é o que fica por vontade, não por obrigação. Mas também é amor — embora difícil — o que sabe partir quando já não há caminho. Porque às vezes, amar é libertar. E ir embora pode ser o último gesto de dignidade e respeito por aquilo que um dia foi verdadeiro.
Então, se tens alguém que fica quando é mais fácil fugir — cuida. Valoriza. Escolhe também ficar.
Mas se te vês sozinha no meio de uma presença vazia, não te traias. Vai. Parte inteira, mesmo que doa. Porque pior do que perder o outro… é perder-se a si mesma.
O amor é um lugar onde a alma respira. Quando sufoca, já não é amor.
Pensa nisso.
Hoje e sempre, com Deus no coração, com amor verdadeiro na alma, com coragem nos passos.
🙏❤️🍂🌹
"Texto de autoria de(tecehistorias ) <Marisa>, publicado em Fios de Imaginação(@"fios de imaginação") (@tecehistorias)."
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