"Resposta á mensagem."

É sempre gratificante ser lembrada. Recebi está mensagem, curioso, merece uma análise.

"Olha (fulana) eu sei que foste tu que fizeste a queixa o motivo foi eu ter feito queixa de ti. Tu es a pior pessoa que conheço nao podes viver a conta dos outros. Devia ter frontado logo e ter dito, mas o teu aspeto de barraca fez que me cala. Nao digo a verdade na tua cara por medo, não sabes nada nem tem educacao nenhuma. Estou a escrever com palavras simples pá entender que eu tive muita pena de ti e do teu filho. Sabes que nao consegues educar o teu filho ele tem aquelas atitudes de deficiência mental. Acertaste em quem te tirou o dinheiro do estado. Desculpa . Esta esclarecimentos nunca mais me fales ou olhes para mim."


Este texto demonstra uma série de problemas, tanto em termos de comunicação eficaz quanto de respeito ao outro, quanto às regras gramaticais a elaboração do texto nem vou comentar. Mas fica um conselho de coração, não tente passar pela pessoa que colocou o nome sem primeiro saber escrever português minimamente correto.

 Aqui estão alguns pontos a serem analisados que não são coerentes para poder se passar pela pessoa.

 O tom geral do texto é extremamente agressivo e depreciativo. Insultos pessoais como "pior pessoa que conheço", "aspeto de barraca", "atitudes de deficiência mental" não apenas ferem, mas também denotam falta de respeito. Estes ataques pessoais geralmente obscurecem o que poderia ser uma comunicação construtiva. A pessoa não utilizaria, nunca diretamente, possivelmente nas costas até pode mas não diretamente.

Usar termos pejorativos sobre o filho de outra pessoa é um sinal de falta de empatia. Chamar alguém de "deficiente mental" de forma insultuosa é inadequado e desrespeitoso, tanto para a pessoa mencionada quanto para todas as pessoas com deficiência. A pessoa em questão não faria utilizaria algo como " tem as suas especificidades" tem outras que não vou mencionar.

 Há uma tentativa de explicar a situação, mas sem fornecer detalhes claros ou concretos. Fala-se de uma "queixa" e de "dinheiro do estado", mas a comunicação é vaga e imprecisa. Em vez de expor claramente os fatos, o texto parece ser mais uma explosão emocional. Aqui a pessoa não iria dizer diretamente.

 O autor diz que tem "pena" da pessoa, mas as palavras não refletem empatia ou preocupação genuína, mas sim uma tentativa de ferir. Isto cria uma contradição, sugerindo que o objetivo não é esclarecer a situação, mas desabafar ressentimentos. Aqui está quase a parecer a pessoa.

Em vez de tentar resolver o conflito, o autor termina o texto pedindo que a outra pessoa nunca mais fale ou olhe para ele, cortando qualquer possibilidade de reconciliação. Esse tipo de atitude tende a agravar o problema, em vez de resolvê-lo de forma madura e produtiva. 

No geral, o texto não promove um diálogo saudável. Em vez disso, agrava o conflito e, provavelmente, causará mais mágoa e ressentimento. A situação poderia ser abordada de maneira muito mais eficaz com respeito, clareza e foco nos fatos, em vez de ataques pessoais. Para parecer a pessoa deve ser mais cordial menos ataques .

Agradeço imenso o anexo mas eu já desconfiava. 

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