"As festas..."
As festas da terra têm uma maneira única de surpreender, e a última foi uma daquelas noites para recordar. Estava eu a aproveitar a pista de dança, entregue à música, quando de repente senti um toque no meu cabelo. Era um toque leve, quase como uma cócega, e eu virei-me rapidamente para a minha prima, que estava ao meu lado, e perguntei: “Mexeste no meu cabelo?”
Ela, com um sorriso travesso, respondeu que não. Achei um pouco estranho, mas continuei a dançar, sem dar muita importância. No entanto, o toque persistia. Virei-me para trás e lá estavam um grupo de miúdas com cerca de dezoito anos, a dançar e a rir, como se fossem as estrelas da noite. Não as conhecia, mas parecia que estavam a fazer a própria festa.
A situação começou a ficar cada vez mais estranha. Em vez do toque no cabelo, senti algo diferente a mexer-se nas minhas costas, depois desceu para os glúteos. Virei-me rapidamente e, com alguma surpresa, encontrei as mesmas miúdas, a dançar com uma energia contagiante, e a dar-me a sensação de que estávamos a improvisar uma coreografia secreta.
Foi então que uma delas decidiu levar a coisa a um novo nível. Ao ver-me a dançar com entusiasmo, resolveu sincronizar-se comigo, e começou a mexer-se ao mesmo ritmo que eu, rabo com rabo, como se estivéssemos a ensaiar um dueto. A situação era tão inesperada e divertida que eu não consegui conter a risada.
A minha prima, sempre pronta para captar os momentos mais hilariantes, tinha o telemóvel a postos para filmar a cena. Entre gargalhadas e dança, deixei-me levar pelo ritmo e pela brincadeira. As miúdas, percebendo que a diversão estava em alta, continuaram a acompanhar-me com uma energia ainda mais efusiva.
E assim, no meio da pista de dança, estávamos todos a rir e a divertir-nos como se não houvesse amanhã. A festa tornou-se um grande espetáculo de improviso, e no fim da noite, voltámos para casa com uma história divertida para contar e uma memória que certamente ficará marcada.
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