"A Dívida da Alma"

O karma se ergue, com a força do mar,

E as lições que traz, são chamas a queimar.

Os ventos sopram, sem piedade ou razão,

E as marés mudam, levando a nossa mão.



Tudo o que fizeste, como a semente lançada,

Deixa uma dívida, na alma marcada.

Não é o diabo que nos guia ao erro,

Mas a escolha errada, no caminho estreito e desterro.



Na fé católica, ensina-se que a justiça é divina,

E o perdão de Deus, na alma ilumina.

Mas a justiça de Deus não é castigo,

É a salvação que vem do arrependimento, amor e do abrigo.



O karma, tal como a fé, não reside em pedra ou templo,

Mas no coração que, em silêncio, se arrepende e exalta.

A verdadeira fé não está no ritual nem na adoração,

Está na transformação interior, no amor e na devoção.



Para pagar a dívida, é necessário perdão,

Não basta clamar por graça, sem arrependimento no coração.

As escolhas trazem frutos, e a culpa se reflete,

Mas é no perdão que a alma se liberta e se protege.



O perdão não é um acto fácil ou breve,

É um movimento profundo, que em nós se deve.

Transforma a dor em aprendizagem e razão,

Apaga as marcas da culpa, e cura o coração.



A fé verdadeira não é de pedra, mas de carne e alma,

Não reside no templo, mas na paz que acalma.

É viver a verdade em cada gesto e olhar,

É a humildade de saber que se pode perdoar.



E o karma, que parece punir sem cessar,

É apenas uma chance de evoluir, de mudar.

Na luz do perdão, a alma se refaz,

E na fé verdadeira, encontramos a paz.



A dívida cósmica não se paga com medo,

Mas com a coragem de transformar o que é enredo.

A mudança começa no coração sincero,

Onde o perdão se encontra, onde o amor é sincero.



Assim, o karma se dissolve na luz da redenção,

Não pela punição, mas pela conversão.

A verdadeira fé é a busca incessante,

Pelo perdão e pelo amor, sempre constante.



O templo não é pedra, mas o ser que se entrega,

Na transformação que liberta, que nos lega.

E assim, a dívida cósmica se apaga com humildade,

Quando o coração se rende à verdadeira liberdade.



Porque, no fim, temos a liberdade de escolher,

O amor, o respeito, o perdão a florescer.

É na caridade, na misericórdia genuína,

Que se encontra a paz, que nos ilumina.



Somos livres para agir com bondade e sinceridade,

Para semear no mundo a verdadeira fraternidade.

Escolher o amor em cada passo dado,

É o caminho da alma, do espírito elevado.


"Texto de autoria de(tecehistorias ) <Marisa>, publicado em Fios de Imaginação(@"fios de imaginação") (@tecehistorias)."

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